Projeto de pesquisa, UFCG
RELAÇÃO ENTRE SINTOMAS FÍSICOS E SAÚDE MENTAL EM PACIENTES ONCOLÓGICOS: UMA ABORDAGEM INTEGRATIVA
Descrição
O presente projeto de pesquisa tem o objetivo de investigar a interdependência entre o ônus dos sintomas físicos e o estado de saúde mental em pacientes sob tratamento oncológico no Hospital da FAP, em Campina Grande-PB. A relevância deste estudo fundamenta-se na premissa de que o câncer é uma patologia crônica multifatorial que transcende a dimensão biológica, impactando severamente a integridade psíquica do indivíduo. Sintomas físicos debilitantes e persistentes, como a dor crônica, a fadiga oncológica e distúrbios metabólicos, frequentemente atuam como gatilhos para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade e episódios depressivos, criando um ciclo vicioso onde o sofrimento mental reduz a tolerância à dor e compromete a adesão ao tratamento clínico. A metodologia adotada consiste em uma pesquisa de campo com abordagem quanti-qualitativa e caráter observacional-analítico. O estudo será realizado nas dependências do Hospital da FAP, envolvendo uma amostra representativa de pacientes adultos (n=192). Como ferramentas metodológicas, serão utilizadas a revisão de dados clínicos e a aplicação direta de escalas validadas, como a Escala Visual Analógica (EVA) para mensuração da dor, Questionário de Saúde do Paciente (PHQ-9) e Escala de Ansiedade GAD-7. O rigor ético será assegurado pela aplicação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e pela conformidade com a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. A contribuição pretendida deste trabalho é fornecer subsídios científicos para a implementação de protocolos de cuidados e assistência multiprofissional mais humanizados e integrados na instituição. Ao evidenciar a condição da saúde mental, que atua como fator determinante na resposta terapêutica, busca-se promover uma visão holística do paciente oncológico. Entre as limitações antecipadas, destaca-se a subjetividade inerente ao autorrelato dos pacientes e o possível desconforto emocional durante a coleta de dados, riscos que serão mitigados por um ambiente de escuta acolhedor e sigiloso. Como futuras aplicações, os resultados poderão orientar políticas de saúde pública voltadas para a prevenção de comorbidades psicológicas e o desenvolvimento de intervenções personalizadas que melhorem significativamente a qualidade de vida e o prognóstico dos pacientes atendidos na FAP.
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