Projeto de pesquisa, UFCG
A TRÍADE SONO, MENTE E DOR: ASSOCIAÇÃO ENTRE O RISCO DE APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO, PERFIL PSICOPATOLÓGICO E A GRAVIDADE CLÍNICA EM PACIENTES COM DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR ATENDIDOS EM SERVIÇO DE SAÚDE EM CAMPINA GRANDE-PB.
Descrição
As Disfunções Temporomandibulares (DTM) correspondem a um grupo de condições musculoesqueléticas heterogêneas, com prevalência de 31% a 34% da população mundial. A literatura ressalta que a DTM raramente ocorre de forma isolada, integrando um ciclo de influência mútua com os distúrbios respiratórios do sono e o sofrimento psíquico. Fatores como a hipóxia intermitente da Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) e transtornos de ansiedade e depressão atuam como potentes condutores da sensibilização central, reduzindo o limiar de dor e exacerbando as limitações funcionais. Este estudo tem como objetivo analisar a associação entre o risco clínico de AOS, o perfil psicopatológico, a intensidade da dor e o impacto na qualidade de vida relacionada à saúde bucal em pacientes com DTM. Trata-se de uma investigação observacional, analítica e transversal, com abordagem híbrida de coleta de dados (retrospectiva via prontuários e prospectiva com novos participantes), que incluirá uma amostra de 190 adultos. O protocolo de pesquisa empregará instrumentos validados: o Índice Anamnésico de Fonseca (FAI) em sua versão completa de 10 itens para triagem e classificação da severidade da DTM (leve, moderada e grave); o questionário STOP-BANG para identificação do risco respiratório; a Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) para mensuração do sofrimento psíquico; e o Oral Health Impact Profile for TMD (OHIP-TMD), instrumento específico para mensurar as repercussões da desordem na vida diária e bem-estar do paciente. A análise estatística será processada no software Jamovi, empregando estatística descritiva, coeficientes de correlação e modelos de regressão logística para identificar preditores independentes de gravidade. Os resultados obtidos poderão fornecer informações relevantes para evidenciar a AOS e sofrimento psíquico como condições potencialmente associadas à maior gravidade clínica da DTM, reforçando a necessidade de triagem sistemática e protocolos de manejo interprofissional no Sistema Único de Saúde. A identificação precoce desse vínculo é essencial para favorecer intervenções personalizadas, otimizando o controle da dor crônica e a reabilitação funcional dos pacientes.
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