Projeto de pesquisa, UFCG
AÇÃO INSETICIDA DO EXTRATO ETANÓLICO DE Luffa operculata PARA O CONTROLE DE Liriomyza sativae EM MELOEIRO
Descrição
A mosca-minadora Liriomyza sativae Blanchard (Diptera: Agromyzidae) é considerada uma das principais pragas da cultura do meloeiro (Cucumis melo L.) no Brasil. As larvas alimentam-se do mesófilo foliar, formando galerias que reduzem a área fotossinteticamente ativa das plantas e comprometem o acúmulo de sólidos solúveis totais nos frutos (°Brix), afetando negativamente a qualidade e a comercialização do melão, especialmente nos mercados de exportação. O manejo da praga é realizado por meio do Manejo Integrado de Pragas (MIP), sendo a aplicação de inseticidas sintéticos a estratégia mais utilizada pelos produtores. Entretanto, o uso frequente desses produtos pode elevar os custos de produção, favorecer a seleção de populações resistentes e aumentar as preocupações relacionadas à presença de resíduos químicos nos alimentos. Além disso, a crescente demanda por sistemas agrícolas mais sustentáveis tem impulsionado a busca por alternativas de controle com menor impacto ambiental. Nesse contexto, os inseticidas botânicos destacam-se como ferramentas promissoras para o manejo de insetos-praga. Dentre as espécies vegetais com potencial bioativo, Luffa operculata (L.) Cogn., popularmente conhecida como cabacinha, apresenta em sua composição metabólitos secundários, como flavonoides, saponinas e triterpenoides, compostos frequentemente associados à atividade inseticida. Apesar desse potencial, ainda são escassas as informações sobre a utilização da espécie no controle de pragas agrícolas, especialmente de L. sativae. Dessa forma, o presente projeto tem como objetivo avaliar o efeito de diferentes concentrações do extrato etanólico de L. operculata sobre larvas de L. sativae em plantas de meloeiro. O experimento será conduzido em condições controladas de laboratório e casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, constituído por sete tratamentos: cinco concentrações do extrato etanólico de L. operculata (1,0%; 2,5%; 5,0%; 7,5% e 10,0%), uma testemunha absoluta (água destilada) e uma testemunha positiva (abamectina). Serão utilizadas dez repetições, sendo cada unidade experimental composta por uma planta infestada pela praga. Os tratamentos serão aplicados por pulverização direta sobre as folhas infestadas. A mortalidade larval será avaliada 24 horas após a aplicação dos tratamentos. As larvas sobreviventes serão acompanhadas até a fase de pupa, quando será registrada a emergência de adultos para determinação da mortalidade pupal e da mortalidade total do inseto. Espera-se que os resultados obtidos contribuam para a identificação de uma nova alternativa botânica para o manejo de L. sativae, ampliando as ferramentas disponíveis para o manejo integrado de pragas e reduzindo a dependência de inseticidas sintéticos na cultura do meloeiro.
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