Projeto de pesquisa, UFCG
Conhecimentos, atitudes e práticas sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis em estudantes da Educação de Jovens e Adultos do Curimataú Paraibano
Descrição
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) permanecem como um relevante problema de saúde pública, dada sua alta prevalência e impacto significativo na saúde sexual e reprodutiva. No Brasil, os dados epidemiológicos revelam um crescimento contínuo de casos, especialmente entre jovens de 15 a 29 anos, grupo este que reúne características comportamentais e sociais que os tornam mais vulneráveis à aquisição dessas infecções. Nesse contexto, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) representa um importante espaço para o desenvolvimento de ações voltadas à saúde sexual, considerando que essa modalidade de ensino é composta por indivíduos com diferentes vivências, trajetórias educacionais e contextos socioculturais. O presente projeto tem como objetivo analisar os conhecimentos, atitudes e práticas relacionados às IST entre estudantes da Educação de Jovens e Adultos do município de Cuité-PB. Trata-se de um estudo observacional, transversal e de abordagem quantitativa, a ser realizado em escolas da zona urbana do município de Cuité, Paraíba, que ofertam a modalidade EJA. Participarão da pesquisa estudantes com idade igual ou superior a 18 anos, regularmente matriculados nas instituições selecionadas. A amostra será composta por 140 estudantes. A coleta de dados ocorrerá por meio da aplicação presencial de questionário sociodemográfico e de um instrumento estruturado baseado na Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP), desenvolvida pelo Ministério da Saúde. Os dados obtidos serão organizados em planilhas eletrônicas e analisados por meio de estatística descritiva no software SPSS. A pesquisa obedecerá a todos os princípios éticos da pesquisa com respeito a Resolução nº 466/2012. A relevância do estudo está associada à necessidade de ampliação das discussões sobre saúde sexual e prevenção das IST em populações historicamente pouco investigadas pela literatura científica. A escola, especialmente no contexto da EJA, constitui espaço estratégico para o desenvolvimento de ações de educação em saúde, promoção do autocuidado e fortalecimento da autonomia dos estudantes em relação às decisões sobre a própria saúde. Além disso, a pesquisa apresenta relevância acadêmica e profissional para a área da Enfermagem e da saúde coletiva, considerando o papel dos profissionais de saúde no desenvolvimento de estratégias educativas e preventivas voltadas à redução das vulnerabilidades sociais e individuais relacionadas às IST. Espera-se que os resultados obtidos permitam identificar lacunas no conhecimento dos estudantes, comportamentos de risco e dificuldades relacionadas ao acesso às informações em saúde sexual, contribuindo para o planejamento de intervenções educativas mais efetivas no ambiente escolar. Ademais, o estudo poderá subsidiar futuras pesquisas envolvendo estudantes da EJA em diferentes contextos sociais e regionais, além de incentivar o desenvolvimento de ações intersetoriais entre saúde e educação voltadas à promoção da saúde sexual, prevenção das IST e fortalecimento das práticas de cuidado em populações vulneráveis.
Candidatar-se
Entre na sua conta para enviar uma carta de intenção à coordenação deste projeto.