Projeto de pesquisa, UFCG
INVESTIGAÇÃO DA AUTOMEDICAÇÃO EM ACADÊMICOS DA ÁREA DA SAÚDE NO ALTO SERTÃO PARAIBANO: ENTRE O CONHECIMENTO E O RISCO
Descrição
Os medicamentos desempenham papel essencial na assistência à saúde, porém seu uso excessivo tem se afastado dos princípios do Uso Racional de Medicamentos. Nesse contexto, a automedicação, caracterizada pelo uso de fármacos sem orientação profissional, tornou-se uma prática comum e preocupante, associada a riscos como reações adversas, mascaramento de doenças e resistência bacteriana. Entre os grupos mais afetados, destacam-se os estudantes universitários, especialmente os da área da saúde. Apesar do maior conhecimento farmacológico, esses acadêmicos apresentam elevadas taxas de automedicação, influenciadas pela rotina acadêmica exaustiva, privação de sono, estresse e necessidade de manter a produtividade. Diante desse cenário, torna-se essencial investigar como a formação acadêmica influencia o perfil de automedicação desses futuros profissionais de saúde. Assim, o objetivo deste estudo é avaliar os impactos da prática da automedicação em estudantes da área da saúde de uma universidade pública do alto sertão da Paraíba. Este estudo caracteriza-se como de caráter quanti-qualitativa de natureza exploratória e descritiva. Será realizada uma busca ativa de usuários de prática da automedicação na comunidade acadêmica dos cursos de medicina e enfermagem uma instituição pública de ensino superior, na cidade de Cajazeiras/PB, através do preenchimento de questionário previamente estruturado e com base nos dados obtidos, será realizada uma análise da prevalência de acadêmicos que se automedicam e do perfil das medicações utilizadas pelo público alvo, a fim traçar um diagnóstico situacional. Espera-se identificar a prevalência, os medicamentos mais utilizados e os principais fatores associados à automedicação entre estudantes de Medicina e Enfermagem. Pretende-se analisar a influência do nível de formação acadêmica sobre essa prática ao longo do curso. Os resultados deverão subsidiar estratégias educativas voltadas ao uso racional de medicamentos e à prevenção de intoxicações e outros agravos. Além disso, contribuirão para a formação de profissionais mais críticos, conscientes e comprometidos com a segurança do paciente.
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