Projeto de pesquisa, UFCG
A INFLUÊNCIA DAS PRÁTICAS ESG NA CAPTAÇÃO DE CRÉDITO DE EMPRESAS LISTADAS NA B3
Descrição
O presente projeto investiga se práticas relacionadas a aspectos ambientais, sociais e de governança (ESG) influenciam a captação de crédito e a estrutura de capital de empresas listadas na B3. A ideia central é verificar se companhias com melhor desempenho em sustentabilidade conseguem se financiar de forma distinta, especialmente no que se refere ao endividamento de longo prazo, em um contexto brasileiro marcado por mudanças regulatórias e por maior exigência de transparência. A pesquisa é relevante porque o ESG deixou de ser apenas uma pauta reputacional e passou a influenciar as decisões de investidores, credores e reguladores. No Brasil, esse movimento ganhou força com normas da CVM e novas exigências da B3, que ampliaram a cobrança por informações mais claras sobre práticas sustentáveis. Mesmo assim, ainda não está totalmente claro se o mercado realmente recompensa empresas com melhor desempenho ESG, o que torna o tema atual e importante para a academia e para o mercado. Metodologicamente, o estudo será descritivo, documental e quantitativo. A análise será feita com base em dados secundários de empresas não financeiras listadas na B3, no período de 2022 a 2026, combinando indicadores financeiros e scores ESG obtidos em bases especializadas e documentos públicos das companhias. Para examinar a relação entre ESG e endividamento, serão utilizadas estatísticas descritivas, análise de correlação e modelos de regressão em painel, permitindo observar simultaneamente as diferenças entre empresas e ao longo do tempo. Como contribuição, o trabalho pretende oferecer evidências sobre a relação entre sustentabilidade e financiamento corporativo no mercado brasileiro. Os resultados podem ajudar gestores, investidores e credores a entender melhor se as práticas ESG estão associadas a menores riscos, a melhor acesso ao crédito ou a mudanças na composição da dívida. Além disso, a pesquisa pode apoiar discussões acadêmicas sobre a estrutura de capital, a assimetria informacional e as finanças sustentáveis. Entre as limitações, destaca-se a dependência da qualidade e disponibilidade dos dados ESG, que ainda podem variar entre bases e empresas. Também é possível que a relação entre ESG e estrutura de capital seja influenciada por fatores setoriais, macroeconômicos ou regulatórios que são difíceis de capturar integralmente no modelo. Como desdobramentos futuros, o estudo pode ser ampliado para comparar o Brasil com outros países, incluir empresas financeiras ou aprofundar a análise em dimensões específicas do ESG, como ambiental, social e de governança.
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