Projeto de pesquisa, UFCG
DIÁLOGOS ENTRE AS TECNOLOGIAS LOCIAS E AS INTELIGÊNCIAS ARTICIFICAIS (IAS) NA CONSTRUÇÃO DA EMANCIPAÇÃO INDÍGENAS NA PARAÍBA: UM ESTUDO EM ESCOLAS POTIGUARA
Descrição
O mundo tem assistido e experimentado nos últimos anos uma ampliação sem precedentes dos avanços exponenciais das tecnologias de inteligência artificial, as famosas IAs. O que é nítido é que, embora este seja um tema antigo e já muito abordado no imaginário urbano, recentemente, as IAs se tornaram acessíveis ao consumo de massa, tornando-se uma novidade tecnológica cotidiana. Este fato pode estar nos levando a um quadro disruptivo em diversos campos da nossa vida. No entanto, as tecnologias locais envolvem processos, produtos e técnicas postos em práticas há gerações que vem sendo confrontadas ou descredibilizadas no âmbito das comunidades tradicionais, entre elas as comunidades indígenas. No que concerne ao campo da Geografia Humana, já é sabido os diversos usos e aplicações que podem fazer avançar o campo, mas o desenvolvimento veloz das ferramentas também tem despertado preocupações sobre a produção, a apropriação e o uso dos territórios, principalmente, os territórios de populações vulneráveis ou comunidades de práticas tradicionais. Diante deste fato, temos nos preocupado com os confrontos de técnicas e tecnologias locais frente às novas formas tecnológicas alóctones. Em que medida tal confronto enfraquece a representatividade (ou não) destes grupos sociais sobre seus territórios e o controle dos processos produtivos e dos recursos territoriais. Considerando que toda tecnologia está a serviço de quem a controla, temos interesse que compreender como o avanço tem afetado especificamente as novas gerações do Povo Potiguara, no estado da Paraíba, na perspectiva de manutenção de processos que reforçam a colonialidade e a subalternidade destes grupos sociais. Interessa-nos compreender como as tecnologias são utilizadas (ou não) nas escolas indígenas e quais os usos que poderiam viabilizar (ou que estão viabilizando) uma maior apropriação do território e a valorização daquilo que vem sendo chamado de ecologia política. As metodologias exigirão diálogos com as comunidades escolares de três aldeias Potiguara, bem como suas produções de saberes e suas coleções de savoir-faires. Espera-se que esta seja a primeira etapa da pesquisa que envidará esforços sobre o uso das tecnologias variasdas na promoção de formas avançadas de controle e apropriação formal dos territórios pelos grupos que já o vivenciam.
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