Projeto de pesquisa, UFG
Regimes de afetos no audiovisual brasileiro: Gênero, memória cultural e narrativas históricas da ditadura civil-militar
Descrição
Inserida na perspectiva dos estudos de História e Cinema, na interface com a História do Tempo Presente e com a História das Mulheres e das Relações de Gênero, a pesquisa consiste em analisar como artefatos audiovisuais brasileiros (filmes de ficção e não‑ficção, videobiografias, séries e webséries) produzidos desde a transição política brasileria, iniciada em 1985, mobilizam regimes de afetos na representação da ditadura civil‑militar. Partindo do “giro afetivo” nas ciências humanas, o projeto trata o audiovisual não só como fonte testemunhal, mas como dispositivo que produz sentidos históricos e participa das disputas de memória. Investiga quais repertórios afetivos (medo, luto, dor, solidariedade, indignação, esperança, amor etc.) são oferecidos pelos títulos audiovisuais e como recursos narrativos, estéticos e formais (enquadramento, montagem, som, construção de personagens) oferecem experiências/expressões afetivas ao olhar. A metodologia combina análise fílmica, História Cultural e método indiciário, considerando marcadores sociais (gênero, sexualidade, raça, classe) e materiais extrafílmicos (roteiros, críticas, circulação, recepção). O corpus abrange artefatos audiovisuais desde 1985 selecionados em catálogos e acervos nacionais. Na dimensão pedagógica, o projeto propõe procedimentos e materiais para o ensino de História e formação docente, indicando usos críticos do audiovisual em práticas educativas sobre memória, afetos e relações de gênero engendradas em representações sobre a ditadura civil-militar.
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