Projeto de pesquisa, UFCG
EFEITOS DA INCLUSÃO DE GORDURA PROTEGIDA À BASE DE ÓLEO DE SALMÃO MICROENCAPSULADO EM CERA DE PALMA SOBRE O CONSUMO, E O DESEMPENHO PRODUTIVO DE OVINOS
Descrição
A produção de alimentos de origem animal com características funcionais tem se destacado como uma estratégia importante para atender à crescente demanda por produtos mais saudáveis e com maior valor agregado. Nesse contexto, os ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa da série ômega-3, especialmente o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosahexaenoico (DHA), possuem elevado valor energético, e apresentam reconhecidos benefícios à saúde humana, contribuindo para a prevenção de doenças cardiovasculares, processos inflamatórios e distúrbios metabólicos. O óleo de salmão constitui uma das principais fontes desses compostos bioativos, porém sua utilização na alimentação de ruminantes é limitada pela intensa biohidrogenação ruminal, que reduz a disponibilidade desses nutrientes para absorção intestinal e incorporação aos tecidos animais. Além disso, elevadas concentrações de lipídios insaturados podem comprometer a fermentação ruminal e o desempenho produtivo dos animais. Dessa forma, o desenvolvimento de tecnologias de proteção lipídica torna-se fundamental para viabilizar o uso de óleos marinhos na nutrição de ruminantes. O presente projeto tem como objetivo avaliar os efeitos da suplementação de uma gordura protegida a base de óleo de salmão microencapsulado em matriz de cera de palma sobre o consumo de nutrientes e o desempenho produtivo de ovinos em terminação. Serão utilizados 30 cordeiros Santa Inês, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado com três tratamentos: dieta controle, dieta contendo óleo de salmão livre e dieta contendo gordura protegida produzida a partir de óleo de salmão microencapsulado em cera de palma. O período experimental será de 75 dias, sendo 15 dias de adaptação e 60 dias de coleta de dados. Serão avaliados o consumo de nutrientes, ganho de peso total, ganho médio diário e eficiência alimentar. Os dados serão submetidos à análise estatística utilizando o procedimento MIXED do SAS, considerando significância de 5%. Espera-se que a tecnologia de microencapsulação proteja os ácidos graxos EPA e DHA da biohidrogenação ruminal, aumente a densidade energética da dieta e consequentemente disponibilidade de energia para o desenvolvimento dos tecidos, e assim, melhore o desempenho produtivo dos animais, contribuindo para a produção de carne ovina com maior valor nutricional e potencial funcional.
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