Projeto de pesquisa, UFG
Nariz eletrônico como ferramenta tecnológica para triagem de bactérias associadas à mastite bovina e apoio ao uso racional de antimicrobianos
Descrição
A mastite bovina é uma das principais enfermidades da pecuária leiteira, estando associada a perdas econômicas, redução da qualidade do leite, descarte de leite e uso frequente de antimicrobianos. Entre os principais agentes bacterianos envolvidos destacam-se Staphylococcus coagulase positiva, Staphylococcus coagulase negativa, Escherichia coli, Streptococcus spp., Klebsiella spp. e Pseudomonas spp., microrganismos de relevância clínica e epidemiológica, especialmente pela possibilidade de apresentarem diferentes perfis de resistência antimicrobiana. A identificação bacteriana e a realização do antibiograma são fundamentais para orientar o tratamento da mastite de forma mais direcionada. Entretanto, os métodos microbiológicos convencionais podem demandar tempo até a obtenção dos resultados, o que pode favorecer o uso empírico de antimicrobianos. Nesse contexto, o nariz eletrônico surge como uma ferramenta tecnológica inovadora, baseada em sensores capazes de detectar compostos orgânicos voláteis produzidos pelo metabolismo bacteriano, gerando perfis que podem auxiliar na diferenciação de microrganismos. Este projeto tem como objetivo avaliar o potencial do nariz eletrônico como ferramenta de triagem para bactérias associadas à mastite bovina. Serão utilizados isolados bacterianos previamente obtidos de amostras de leite mastítico e pertencentes ao banco de bactérias do Laboratório de Anaeróbios, Fenotipagem e Biologia Molecular — LAFEBIM, do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás — IPTSP/UFG. Os isolados serão reativados, avaliados quanto à pureza e cultivados sob condições padronizadas para posterior análise no nariz eletrônico. Os perfis voláteis obtidos serão comparados entre os diferentes grupos bacterianos e, quando possível, relacionados aos dados de identificação microbiológica e sensibilidade antimicrobiana. Espera-se que o nariz eletrônico seja capaz de gerar padrões diferenciáveis entre os grupos bacterianos.
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