Projeto de pesquisa, UFCG
ENGENHARIA DE PROMPT E USO RESPONSÁVEL DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS À LUZ DOS REFERENCIAIS OFICIAIS
Descrição
RESUMO A popularização de sistemas de inteligência artificial generativa tem alterado o modo como professores planejam aulas, elaboram materiais, organizam instrumentos avaliativos e desenvolvem suas rotinas pedagógicas. No ensino de Ciências, essas possibilidades são acompanhadas de desafios específicos, tais como a elaboração de planos de aula, questões, explicações, rubricas, avaliações e feedbacks que exigem correção conceitual, clareza didática, alinhamento aos objetivos de aprendizagem e responsabilidade ética no uso de dados e informações. Este projeto tem como objetivo analisar, a partir de documentos oficiais do MEC e da UNESCO e da literatura acadêmica sobre Inteligência Artificial Generativa, possibilidades e limites da engenharia de prompt como apoio ao trabalho docente de professores de Ciências, com vistas à elaboração de um banco de prompts acompanhado de orientações ético-pedagógicas para uso responsável. A pesquisa será de abordagem qualitativa, de natureza aplicada, com objetivos exploratórios e descritivo-analíticos. Quanto aos procedimentos, caracteriza-se como pesquisa documental e bibliográfica, fundamentada em procedimentos de Análise de Conteúdo inspirados em Laurence Bardin. O corpus documental principal será composto pela Lei nº 14.533/2023, que institui a Política Nacional de Educação Digital, pelo Referencial de Saberes Digitais Docentes, pelo Referencial para Desenvolvimento e Uso Responsáveis de Inteligência Artificial na Educação e pelo Referencial de Competências em IAG para Professores da UNESCO, além da literatura acadêmica sobre Inteligência IAG e engenharia de prompt na educação e no Ensino de Ciências. A análise busca identificar princípios ético-pedagógicos, critérios de responsabilidade, dimensões da formação docente e tarefas profissionais que possam ser apoiadas pela engenharia de prompt. A partir das categorias produzidas na análise documental e do diálogo com a literatura acadêmica, será elaborado um banco de prompts educacionais para professores de Ciências, acompanhado de orientações sobre finalidade pedagógica, nível de ensino, critérios de qualidade, riscos, limites de uso, necessidade de revisão humana, proteção de dados, transparência e adequação ao ensino de Ciências. O projeto não envolverá coleta de dados com seres humanos, não utilizará dados reais de estudantes ou professores, não realizará aplicação em contexto escolar e empregará apenas exemplos fictícios ou simulados para fins analíticos. Espera-se que a pesquisa contribua para deslocar o debate sobre IAG na educação de uma perspectiva meramente instrumental para uma perspectiva ético-pedagógica, oferecendo subsídios para a formação docente e para o uso responsável da inteligência artificial generativa no ensino de Ciências. Como limitação, o estudo não avaliará a eficácia dos prompts em situações reais de ensino, restringindo-se à análise documental, à elaboração de critérios e ao teste técnico-pedagógico com situações simuladas; pesquisas futuras poderão validar o banco de prompts com professores de Ciências em contextos escolares reais.
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