Projeto de pesquisa, UFCG
LASERTERAPIA DE BAIXA INTENSIDADE COMO ESTRATÉGIA PARA CONTROLE DA DOR PÓS-TRATAMENTO ENDODÔNTICO: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO E CONTROLADO
Descrição
A dor pós-operatória é uma das intercorrências mais frequentes após o tratamento endodôntico, podendo comprometer o conforto, a satisfação e a qualidade de vida dos pacientes. Embora diferentes estratégias farmacológicas sejam empregadas para seu controle, a busca por terapias complementares seguras e eficazes tem estimulado o uso da fotobiomodulação por laser de baixa intensidade (LBI), devido às suas propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e bioestimuladoras. Entretanto, as evidências científicas disponíveis ainda apresentam resultados divergentes quanto à efetividade dessa terapia na redução da dor pós-operatória em Endodontia. Diante desse contexto, o presente estudo tem como objetivo avaliar a efetividade da laserterapia de baixa intensidade na redução da dor pós-operatória em pacientes submetidos ao tratamento endodôntico em uma clínica-escola. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado, paralelo, duplo-cego e de superioridade, a ser realizado na Clínica-Escola de Odontologia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A amostra será composta por 60 pacientes adultos com indicação de tratamento endodôntico em dentes permanentes unirradiculares diagnosticados com pulpite irreversível, distribuídos aleatoriamente em dois grupos: grupo experimental, submetido à aplicação de laser de baixa intensidade após cada sessão do tratamento endodôntico, e grupo controle, submetido à aplicação simulada do equipamento. A intensidade da dor será avaliada por meio da Escala Numérica de Dor (NRS) e da Escala de Descrição Verbal (VRS) nos períodos de 6, 12, 24, 48 e 72 horas após o tratamento. Também serão analisados o consumo de medicação analgésica de resgate e a ocorrência de possíveis efeitos adversos relacionados à intervenção. Os dados serão submetidos à análise estatística descritiva e inferencial, adotando-se nível de significância de 5%. Espera-se que os resultados contribuam para o fortalecimento das evidências científicas sobre o uso da fotobiomodulação no controle da dor pós-endodôntica, auxiliando na elaboração de protocolos clínicos mais seguros, eficazes e baseados em evidências.
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