Projeto de pesquisa, UFG
Potencial protetivo da naringenina contra os danos reprodutivos causados pelo agroquímico mancozebe em fêmeas adultas de gerbilos
Descrição
O Brasil é um dos países que mais utilizam agroquímicos no mundo, gerando grande poluição do ambiente e danos à saúde da população. O estado de Goiás é considerado o grande celeiro brasileiro, uma vez que tem produção significativa de tomate, sorgo, cana-de-açúcar, café, arroz, feijão, trigo, dentre outros. Paralelo ao avanço da agroindustrialização, toneladas de agrotóxicos têm sido lançadas em solo goiano nos últimos anos. Em consequência, tem sido crescente o número de notificações de intoxicação de trabalhadores rurais em todo o estado, principalmente por agroquímicos contendo mancozebe. A intoxicação por mancozebe é um emergente problema de saúde pública, uma vez que o contato com este agroquímico também ocorre de forma indireta, via solo, ar, água e alimentos contaminados. Todos os sistemas orgânicos são afetados por agroquímicos, principalmente o sistema reprodutor, que é susceptível a concentrações muito baixas de químicos ambientais. Como a exposição à agroquímicos é inevitável no Brasil atual, torna-se necessária a busca por hábitos de vida e compostos naturais que protejam os órgãos reprodutivos dos efeitos nocivos dos agrotóxicos. Assim, a proposta deste estudo é avaliar o potencial protetivo do bioflavonoide naringenina em evitar desordens reprodutivas induzidas pela exposição ao agroquímico mancozebe em roedores. Para isso, serão empregadas análises morfológicas, morfométricas, ultra-estruturais e bioquímicas. Os resultados contribuirão para compreender como os agroquímicos interferem com a saúde reprodutiva dos indivíduos, bem como para caracterizar os benefícios dos flavonoides na manutenção da saúde e prosperidade da população.
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