Projeto de pesquisa, UFG
Efeitos da exposição puberal aos micro e nanoplásticos de poliestireno sobre a morfofisiologia prostática e parâmetros endócrinos e toxicológicos em gerbilos da Mongólia
Descrição
Os micro e nanoplásticos (MNPs) são contaminantes emergentes amplamente distribuídos no ambiente e sua crescente presença na água, alimentos e tecidos humanos tem despertado preocupação quanto aos seus impactos sobre a saúde. Embora a biodistribuição dos MNPs seja conhecida, seus efeitos durante períodos críticos do desenvolvimento permanecem inexplorados. A próstata destaca-se como um órgão vulnerável, uma vez que sua maturação puberal depende da integração entre sinalização hormonal, remodelamento epitélio-estroma e diferenciação celular. Apesar do crescente número de estudos sobre toxicidade dos MNPs, é desconhecido se a exposição puberal é capaz de alterar de forma persistente a programação do desenvolvimento prostático. Assim, o objetivo desta proposta é investigar os mecanismos pelos quais a exposição puberal aos MNPs de poliestireno altera a programação do desenvolvimento prostático comprometendo sua homeostase. Os resultados contribuirão para a compreensão dos efeitos biológicos de contaminantes emergentes e fornecerão subsídios para avaliações de risco relacionadas à exposição humana. Nossa hipótese é que a exposição puberal aos MNPs induz alterações persistentes na programação do desenvolvimento prostático, sendo seus efeitos dependentes do tamanho das partículas. Essa hipótese é sustentada pelos efeitos endócrinos e inflamatórios dos MNPs, pela identificação recente de partículas de poliestireno na próstata humana e pelo conceito de programação do desenvolvimento. Para testar essa hipótese, serão utilizados gerbilos da Mongólia expostos a microplásticos (10 μm) e nanoplásticos (100 nm) durante a puberdade, e modelos bidimensionais e tridimensionais de células prostáticas humanas. Análises morfológicas, ultraestruturais, endócrinas, moleculares e funcionais permitirão identificar os mecanismos envolvidos e determinar se diferenças no tamanho das partículas modulam a magnitude e os mecanismos das respostas biológicas.
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