Projeto de pesquisa, UFCG
Análise comparativa do uso de sementes de Moringa oleífera e sulfato de alumínio no tratamento de água do tanque de abastecimento da UFCG - campus Campina Grande
Descrição
Objetiva-se com este trabalho estudar as potencialidades do uso das sementes trituradas de Moringa oleífera no tratamento da água proveniente do tanque de abastecimento principal da UFCG- campus Campina Grande, além de: medir parâmetros físico-químicos da água tratada (pH, temperatura, condutividade, turvação, cor e depósito, nitratos, nitritos, amoníaco, cloretos, dureza total, demanda bioquímica de oxigênio e coliformes fecais); comparar os dados obtidos com amostras de água tratadas com sulfato de alumínio e sementes de Moringa oleífera; comprovar a viabilidade e eficiência do uso das sementes trituradas de Moringa oleífera como coagulante natural para tratamento da água do tanque de abastecimento principal da UFCG- campus Campina Grande. As análises físico-químicas serão realizadas no Laboratório de Referência em Dessalinização (LABDES) CCT/UAEQ/UFCG. Para tanto serão utilizadas as metodologias considerando o Decreto nº 5.440, de 4 de maio de 2005, que estabelece definições e procedimentos sobre o controle de qualidade da água de sistemas de abastecimento e institui mecanismos e instrumentos para divulgação de informação ao consumidor sobre a qualidade da água para consumo humano de acordo com a Portaria GM/MS nº 888 de 2021. Será feita a coleta de amostras de água do principal reservatório da UFCG-campus Campina Grande e processos de recolha, secagem e trituração das sementes de Moringa oleífera. A coleta de água será feita por imersão direta do frasco previamente lavado na água do local de amostragem. As amostras para análise microbiológica serão recolhidas em fracos esterilizados de 1000 mL fornecidos pelo UFCG. As sementes de Moringa oleífera serão colhidas de árvores plantadas nos arredores do campus da UFCG/CCTA, localizado na cidade de Pombal-PB. Antes de dar início aos testes experimentais será realizada a trituração das sementes de Moringa oleífera, previamente descascadas de forma manual e secas ao abrigo da luz. O processo de trituração consistirá em levar as sementes para um almofariz limpo onde se fará a trituração com um pistilo até a amostra apresentar um aspecto de pó fino. Em seguida as sementes serão peneiradas com ajuda de uma peneira (2mm). Posteriormente as sementes de Moringa serão armazenadas num recipiente plástico com tampa, para serem usadas mais tarde nas amostras à serem analisadas, para evitar a rancificação do material. Às amostras coletadas serão feitas a adição das sementes trituradas de Moringa em diferentes concentrações (4mg/L, 12mg/L e 16mg/L) que foram usadas para tratamento de efluente de esgoto (Esnarriaga, 2010). Em seguida, cada solução será homogeneizada com auxílio de uma vareta por três minutos até à sua total homogeneização e então ficará em repouso por aproximadamente 48 e 72 horas para logo serem realizadas as leituras dos parâmetros em análise. Esses parâmetros serão analisados e comparados entre as diferentes concentrações para então ser definida qual a concentração ideal será estudada e analisada. Serão analisadas 6 amostras de água em cada fase. Nas amostras 1, 2 e 3, será adicionado sulfato de alumínio nas seguintes concentrações: 4,0; 12,0 e 16mg/L e para as amostras 4, 5 e 6 serão adicionadas sementes trituradas de Moringa oleífera nas mesmas concentrações. Depois serão homogeneizadas com auxílio de uma vareta de vidro por cerca de 3 minutos para cada amostra. As amostras 1, 2 e 3 ficarão de repouso por 24 horas enquanto que as amostras 4 e 5 ficarão em repouso por 72 horas. A amostra 6 ficará de repouso por 48 horas, que será o tempo necessário para que se dê por completo o processo de clarificação e sedimentação das mesmas para logo em seguida serem feitas as análises.
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