Projeto de pesquisa, UFG
Efeito do ambiente hiperandrogênico materno na programação prostática em machos e fêmeas de gerbilos: implicações para a saúde reprodutiva e risco de câncer de próstata
Descrição
A próstata é uma glândula acessória do sistema reprodutor, que inicia seu desenvolvimento a partir do seio urogential (UGS) ainda na fase fetal. Como sua morfogênese é dependente e sensível aos hormônios androgênicos, pequenas alterações da homeostase hormonal podem levar a alterações significativas para sua formação e manutenção durante a vida. O ambiente hormonal no qual a glândula se desenvolve ainda durante o período gestacional é fundamental para o processo de organogênese. Neste sentido, situações que levam ao desequilíbrio androgênico materno, como a síndrome do ovário policístico (PCOS), podem afetar diretamente o embrião/feto, induzindo alterações irreversíveis no que tange à formação desta glândula. No entanto, muito pouco se sabe sobre os efeitos da PCOS sobre a formação da próstata e sua manutenção ao longo da vida do indivíduo. Assim, o objetivo deste estudo é avaliar os efeitos do ambiente hiperandrogênico materno sobre a próstata de machos e fêmeas de gerbilos da Mongólia (Meriones unguiculatus). Para isso, os gerbilos serão divididos em grupos experimentais, os quais serão resultantes de mães tratadas com 1 mg de di-hidrotestosterona (DHT), por aplicação, do 20º ao 24º dia gestacional. As proles de machos e fêmeas serão mantidas até as idades de 1, 21, 60 e 365 dias de vida pós-natal. Todos os animais serão eutanasiados nas respectivas idades, sendo a próstata coletada e processada para inclusão em paraplast ou congelada em N2 líquido para posteriores análises morfológicas, estereológicas/morfométricas, imunohistoquímicas, ultraestruturais e de Western Blot. Com isso, esperamos obter evidências diretas sobre o impacto do ambiente hiperandrogênico, mimético à condição de PCOS, sobre a glândula nas diferentes idades dos animais. Ademais, esperamos comprovar que a exposição intrauterina a este ambiente alterado está diretamente relacionada ao aumento na predisposição ao desenvolvimento de lesões prostáticas, como o câncer, ao longo da vida.
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