Projeto de pesquisa, UFG
Interseccionalidade e saúde mental de escolares brasileiros: análise de dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE)
Descrição
A saúde mental de adolescentes tem se consolidado como um importante desafio em saúde pública, sendo influenciada por múltiplos determinantes sociais. No Brasil, estudos baseados na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) evidenciam elevada prevalência de sentimentos de tristeza, solidão e outros indicadores de sofrimento psíquico entre escolares, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social. Nesse sentido, a compreensão dessas desigualdades requer abordagens que considerem a interação entre diferentes marcadores sociais, como sexo, raça/cor, condição socioeconômica e tipo de escola, à luz da perspectiva da interseccionalidade. Este estudo tem como objetivo analisar a associação entre características sociodemográficas, perfis de vulnerabilidade social e indicadores de saúde mental entre escolares brasileiros, utilizando dados secundários da PeNSE. Trata-se de um estudo transversal, de abordagem quantitativa, com análise descritiva e inferencial. Serão utilizadas variáveis sociodemográficas como sexo, raça/cor, tipo de escola e indicadores socioeconômicos, além de variáveis relacionadas à saúde mental, como sentimentos de tristeza e solidão. A análise incluirá estatística descritiva, testes de associação e modelos de regressão, bem como a construção de perfis de vulnerabilidade sob a perspectiva interseccional. Espera-se identificar padrões de desigualdade na distribuição dos indicadores de saúde mental, evidenciando grupos mais vulneráveis e contribuindo para a qualificação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental no contexto escolar. Os resultados poderão subsidiar estratégias intersetoriais mais equitativas, articulando ações nos campos da saúde e da educação.
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