Projeto de pesquisa, UFG
Efeito do momento de diagnóstico da metrite pós-parto nos índices de prenhez e descarte de vacas leiteiras
Descrição
A crescente demanda global por leite e derivados, projetada para aumentar mais de 36% até 2067, intensifica a necessidade de sistemas produtivos eficientes e sustentáveis. Nesse cenário, a metrite pós-parto representa um dos principais desafios sanitários na bovinocultura leiteira, devido à sua elevada prevalência, impacto econômico e influência direta sobre a produção, a reprodução e o bem-estar animal. A doença, caracterizada por inflamação uterina aguda e secreção vaginal fétida, acomete cerca de 20% das vacas leiteiras e frequentemente demanda tratamento antimicrobiano. Apesar disso, há grande variabilidade nas práticas de diagnóstico entre fazendas, o que dificulta a padronização e compromete a tomada de decisão clínica. Estudos recentes demonstram que o dia do diagnóstico da metrite é um dos principais determinantes da severidade e da probabilidade de cura. Quadros diagnosticados precocemente (≤5 dias pós-parto) costumam refletir maior inflamação sistêmica, níveis elevados de haptoglobina, febre e pior desempenho produtivo e reprodutivo. Já diagnósticos mais tardios (≥7–8 dias) estão associados a maior taxa de cura clínica. Além disso, secreções vaginais fétidas e aquosas, características de metrite verdadeira, relacionam-se a menor ciclicidade, maior risco de descarte e menor produção de leite. Assim, o momento do diagnóstico se destaca como indicador chave para estratificação de risco e decisões terapêuticas mais racionais. O presente estudo busca avaliar essa associação em rebanhos leiteiros, identificando fatores relacionados à severidade e aos desfechos da doença.
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