Projeto de extensão, UFPE
Saúde Conectada: Integração das novas tecnologias em saúde com o controle de doenças crônicas não transmissíveis.
Descrição
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) despontam como a principal causa de mobimortalidade no Brasil. Dentro desse panorama, patologias como hipertensão, diabetes mellitus e neoplasias sofreram manutenção ou aumento de suas taxas. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos em 2015 estabelecem entre seus alvos a redução das mortes vinculadas com as DCNTs, além da redução de desigualdades associadas aos óbitos. A tecnologia e a inovação desempenham um papel de extrema relevância no campo da saúde, com contribuições significativas no processo de promoção e prevenção de DCNTs, na medida em que a melhoria dos serviços de saúde e a evolução da medicina atuam concomitantemente com melhores índices de instrução para promoção de uma transição epidemiológica no Brasil. Ações de educação em saúde dentro da temática, em associação com novas tecnologias, permite a criação de condições para o autocuidado, com aspectos que abrangem desde a aceitação de suas condições de saúde, adesão ao tratamento e melhoria da qualidade de vida assumindo como base a formação da consciência de autonomia, autogestão em saúde e a redução dos fatores de risco vinculados com as DCNTs. Isso converge na perspectiva de mudança do controle das doenças crônicas não transmissíveis, assim como na redução das taxas de mortalidade associadas a estas patologias e da pressão sobre os sistemas de saúde em seus diversos níveis de atenção. O Saúde Conectada é um projeto de extensão vinculado a LATIS - UFPE (Liga Acadêmica de Tecnologia e Inovação em Saúde da Universidade Federal de Pernambuco) que tem como objetivo promover o conhecimento sobre avanços tecnológicos e inovações da saúde vinculados ao tratamento e monitoramento de Doenças Crônicas não transmissíveis (DCNT) à população da cidade do Recife, além de discentes e profissionais da área. Com duração de 6 meses, o projeto será composto de ações independentes, realizadas através de palestras em espaços públicos de lazer e avenidas movimentadas da cidade do Recife - PE e no Campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco. Esses eventos serão realizados por discentes do curso de Medicina da UFPE entre agosto de 2026 e fevereiro de 2027, em interações com a comunidade orientadas a partir da lógica da educação popular em saúde, ou seja, que estimulem a participação popular em atividades como rodas de conversas e debates abertos que abordarão os seguintes temas: 1. Aplicativos para monitoramento de DCNTs; 2. Diagnóstico precoce de DCNTs; 3. Telessaúde e DCNTs; 4. Programas Governamentais: conhecimento e acesso 5. Autocuidado 6. Monitoramento contínuo. Além disso, também serão produzidos materiais informativos a serem veiculados em meios digitais. Nesse cerne, o projeto visa alcançar uma série de resultados notáveis que contribuirão para o enriquecimento e desenvolvimento da comunidade em geral: através do diálogo, orientado a partir da educação popular em saúde, com a população acerca de orientações e meios digitais para reconhecimento e monitoramento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, são construídos benefícios significativos para o paciente e para o sistema de saúde: o empoderamento do paciente viabiliza a autogestão em saúde, educação continuada, melhoria na qualidade de vida, personalização de tratamentos, gestão eficiente de doenças, detecção antecipada e a redução do potencial de complicações; A criação de materiais educativos de alta qualidade, como folhetos informativos, banners e cartilhas, será uma contribuição tangível para a comunidade. Esses materiais têm o potencial de disseminar conhecimento além do ambiente do projeto, alcançando a população geral, estudantes e profissionais da saúde; Aumentar a familiaridade com os avanços tecnológicos em saúde e estimulando discussões bem informadas sobre a integração dessas tecnologias na prática médica. Este impacto se refletirá na disseminação do conhecimento adquirido para além dos limites do projeto, contribuindo para o progresso contínuo na área da saúde.
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