Projeto de extensão, UFPE
Pedagogia das Memórias: patrimônio e Arqueologia Digital como iniciativa de cidadania para o EJA e a FUNASE em Pernambuco
Descrição
A desigualdade de acesso ao patrimônio cultural e científico ainda marca profundamente a realidade brasileira, restringindo a vivência e a produção arqueológica a um público reduzido. Diante deste desafio, este projeto busca reafirmar a Arqueologia como um instrumento vivo de educação, inclusão e cidadania. Esta proposta busca integrar tecnologias digitais, oficinas experimentais e metodologias participativas para tornar acessível o acervo do Departamento de Arqueologia da UFPE, o qual reúne coleções de vestígios que contam a história do Estado de Pernambuco proveniente de seis décadas de pesquisa acadêmica. O público-alvo está nos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas na FUNASE, para os quais o contato com a ciência, a memória e a cultura ainda é quase quimérica. Ao criar experiências imersivas e sensoriais, pretende-se neste projeto estimular o pertencimento, o pensamento crítico e a valorização da memória coletiva. Como método, propõe-se triar coleções sobre as quais serão desenvolvidas ações inovadoras que unem: digitalização 3D, produção de réplicas, realidade virtual e oficinas de modelagem e tapeçaria, que contam através da Arqueologia Experimental, como as técnicas ancestrais podem ser caminhos vívidos de economia criativa, cultura e sustentabilidade. Os resultados esperados incluem a criação de um banco digital de modelos tridimensionais de coleções arqueológicas que contam a história de Pernambuco em suas diferentes regiões geopolíticas, a produção de materiais didáticos acessíveis, a realização de oficinas em turmas da EJA e unidades da FUNASE, e a publicação de artigos e relatórios de impacto social. Estima-se, por fim, promover a circulação do conhecimento científico e fortalecer a presença da Arqueologia e da universidade pública como agente de transformação social, reconhecendo que o patrimônio arqueológico não deve permanecer estático em reservas técnicas, mas sim ser utilizado como recurso dinâmico de aprendizagem, justiça epistêmica e construção cidadã.
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