Projeto de extensão, UFRA
Micoturismo e produção de materiais didáticos para o ensino de fungos em comunidades escolares e para produtores rurais de Tomé-Açu, Pará
Descrição
Os fungos desempenham importantes funções ecológicas nos ecossistemas amazônicos, atuando na decomposição da matéria orgânica, ciclagem de nutrientes e manutenção da biodiversidade. Apesar de sua relevância ecológica, o conhecimento sobre os macrofungos amazônicos ainda é pouco difundido entre a população. Nesse contexto, o micoturismo surge como uma alternativa capaz de integrar educação ambiental, divulgação científica e valorização dos recursos naturais. O município de Tomé-Açu, no Pará, destaca-se pela presença de Sistemas Agroflorestais (SAFs), elevada biodiversidade e forte atuação agrícola vinculada à Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA), características que favorecem atividades relacionadas ao turismo de natureza e à conservação ambiental. Assim, as ações propostas têm como objetivo promover atividades de extensão voltadas ao micoturismo e à valorização dos fungos amazônicos por meio de trilhas guiadas, produção de materiais didáticos e atividades educativas no município. As ações serão realizadas em SAFs e áreas verdes do campus da UFRA, envolvendo estudantes, produtores rurais e comunidades escolares. Serão produzidos materiais didáticos para trilhas interpretativas, como guias ilustrados, placas educativas e cartilhas sobre fungos amazônicos e cogumelos comestíveis, além da elaboração de caixas micológicas contendo exemplares desidratados para uso em atividades de ensino e divulgação científica. Também serão realizadas palestras e ações educativas sobre a importância ecológica, cultural e econômica dos fungos. Espera-se ampliar o conhecimento da comunidade sobre os macrofungos amazônicos, estimular práticas de conservação ambiental, fortalecer ações de educação científica e incentivar iniciativas ligadas ao turismo sustentável e à valorização da biodiversidade local. Dessa forma, as atividades poderão aproximar a sociedade do conhecimento científico sobre os fungos amazônicos e fortalecer discussões sobre o potencial ecológico, gastronômico e econômico dos cogumelos na Amazônia.
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