Projeto de extensão, UFPE
Construção de Redes Afetivas e de Economia Solidária com Estudantes Cotistas e suas Famílias para a Luta Contra a Pobreza no Século XXI
Descrição
RESUMO O projeto de extensão Construção de Redes de Afetividade e de Economia Solidária com os/as Estudantes Cotistas, suas Famílias e a Luta Contra a Pobreza no Século XXI será coordenado pela professora doutora Auxiliadora Martins, terá como assessor técnico científico o mestre em desenvolvimento local (UFRPE) , economista aposentado do SEBRAE – PE, Flávio Valdez, idealizador e coordenador da RAEPE – Rede de Afroempreendedorismo de Pernambuco. Esses/a são as três pessoas, entre outras, que compõem a equipe executora do projeto que contará com a parceria da RAEPE, entre outras instituições. O Brasil foi um país que, por séculos, participou do tráfico transatlântico de negras e negros africanos/as, do escravismo criminoso e, ainda nos dias atuais, pratica o racismo estrutural e institucional, o que contribui para a persistência de profundas desigualdades sociais e étnicos raciais que mantém esse grupo populacional, em sua maioria, distante dos cargos de mando, poder e prestígio social. A luta do Movimento Social Negro, demandando do Estado Brasileiro políticas públicas racialmente equitativas fez serem votadas e promulgadas, leis que consideramos revolucionárias como a lei 10.639/03 que instrui para a implementação da Educação das Relações Étnico – raciais nos currículos de escolas públicas e privadas e a lei nº 12.711/12 que instrui para a implementação da política de cotas no Ensino Superior. A lei de cotas, portanto, vem, paulatinamente, mudando o perfil socioeconômico dos/as estudantes das universidades federais em todo o Brasil, trazendo uma população preta, pobre, periférica para o campus da UFPE – Universidade Federal de Pernambuco, o que requer um olhar para o acesso e a garantia da permanência e do sucesso desse público que deve ser alvo de ações de ensino de qualidade e socialmente referenciado, pesquisa, extensão e Política de Assistência Estudantil, que existe, mas, não possui recursos suficientes para atender a todos e todas que delas necessitam e apresentam vulnerabilidade social. Os/as estudantes cotistas serão acessados/as via lista de 250 aprovados/as do SISU, no curso de Pedagogia, no semestre 2024.1, com a designação de cotas étnico raciais. Encaminharemos carta de boas-vindas ao CE – UFPE e ao curso, bem como link para preenchimento de formulário indicativo das condições de acesso e possível permanência no curso, bem como das possibilidades e interesses de participação no projeto, nos colocando à disposição para acolhimento, para dirimir dúvidas e acompanhar até a obtenção do tão sonhado diploma, ver carta/questionário a ser disponibilizado: https://forms.gle/QHsQqLS5sdmd8xdb9. Nesse sentido, nosso projeto de extensão irá construir ações para garantir a permanência e o sucesso dos/as estudantes cotistas do curso de Pedagogia do CE - UFPE, desenvolvendo uma Rede de Afetividade e de Economia Solidária, com encontros quinzenais de estudos e pesquisas, realização mensal da Feira UMBA dos Pretos Negócios para escoar produtos e serviços dos estudantes e familiares no CAC – Centro de Artes e Comunicação - UFPE, no CE – Centro de Educação - UFPE, na Biblioteca Central - UFPE, realização do Festival de Dança, Quando Danço, Encanto, realização do Festival de Música, A Vez da Minha Voz, realização do Festival de Cinema Negro GEPARWOOD, ações em voga, em anos anteriores, ver no Instagram: @gepar-ufpe, @raepe2018 e no Youtube: https://www.youtube.com/results?search_query=gepar+ufpe, também faremos a realização de mini cursos e oficinas sobre Afroempreendedorismo, Afrofuturismo, Quilombismo, Economia Solidária e Produção de Projetos para execução de Pequenos Negócios. A abordagem teórica é de base qualitativa, contemplando a Abordagem Teórico Metodológica da Autobiografia com Cunha Júnior( 2020), (Appiah, 2012) Elias (1996a e 1996b)e (Josso, 2010, 2008). Como resultado, faremos exposição fotográfica e produção de audiovisual das ações realizadas, produziremos artigos acadêmicos sobre as experiências vividas no desenvolvimento do projeto de extensão e apresentaremos em eventos científicos. Defendemos nosso projeto de extensão Construção de Redes de Afetividade e de Economia Solidária com os/as Estudantes cotistas, suas famílias e a Luta Contra a Pobreza no Século XXI, como uma assistência estudantil e potente ferramenta para a promoção da permanência e do sucesso dos/as estudantes cotistas no ensino superior, o que colabora para a superação das desigualdades sociais e étnico – raciais na nossa universidade e na sociedade brasileira. Temos uma larga experiência com projetos de extensão, vencemos editais PIBEXC, em vários anos, temos experiências com os resultados de pesquisas que temos realizado na disciplina do curso de Pedagogia - Teoria Curricular, do CE/DEC, coletando autobiografias dos/as estudantes e observamos que, muitos destes/as, são de origem pobre, não tendo tido acesso a uma educação de qualidade e, para que não fracassem e tenham sucesso acadêmico, iremos acompanhar e ofertar aos estudantes, seus familiares e comunidade do entorno, formação para uma Educação em Educação e Afrodescendências e Afroempreendedorismo, no sentido do fortalecimento e empoderamento num espaço, antes, destinado às elites, hoje vivendo mudanças profundas. Adotamos como Objetivo geral: 1. Realizar processos formativos ligados à Educação para o Afroempreendedorismo para estudantes cotistas, suas famílias e a comunidade do entorno da Várzea. Objetivos Específicos: 1.Escutar, ler, interpretar e analisar as narrativas autobiográficas de estudantes negros/as cotistas do curso de Pedagogia, 2.Identificar as principais dificuldades enfrentadas por esses estudantes na construção dos conhecimentos acadêmicos exigidos no seu curso, 3.Planejar e executar estratégias e táticas de acompanhamento e de intervenção com vistas à permanência e ao sucesso dos estudantes cotistas do curso de Pedagogia. 4.Realizar a Feira UMBA dos Pretos Negócios, mensalmente, em 3 locais diferentes junto aos estudantes, familiares e comunidade do entorno da Várzea. 5. Realizar visitas técnicas às comunidades tradicionais de terreiros e quilombos. 6. Realizar atividades culturais de música, dança, audiovisual, criando um ambiente de prazer, lazer e afetividade entre cotistas, familiares, comunidades. Estamos em consonância com as lutas históricas do M N - Movimento Negro por políticas públicas racialmente equitativas, tendo a educação como principal instrumento de promoção da igualdade étnico racial o que necessita de projetos de extensão e análises dessas políticas a curto, médio e longo prazo para que seja possível aferirmos sua eficiência e eficácia. Desse modo, é nosso compromisso ético, técnico, político, educativo, acompanhar esses/as estudantes durante e depois da formatura no curso de Pedagogia para compreender em que medida sua condição socioeconômica e política foi modificada em relação às suas condições anteriores ao curso, uma vez que a principal finalidade das cotas como demandadas, pelo MN – Movimento Negro, é tirar a população preta e parda das situações de exclusão e de de fora dos cargos e ocupações de mando e tomada de decisão sobre futuros e destinos, prerrogativa que historicamente ficou nas mãos das elites brancas. Faz – se necessário, ainda que as práticas educativas etnocêntricas, eurocêntricas, brancocêntricas, machocêntricas e cristãs se transmutem em construção de práticas educativas pautadas na educação das relações étnico raciais, uma vez que novas subjetividades estão acessando o ensino superior, ou seja, pretos/as pardos/as e pobres, não se pode mais continuar a educar desconsiderando essas diversidades. Nesse sentido, nosso projeto de extensão irá construir ações para garantir a permanência e o sucesso dos/as estudantes cotistas do curso de Pedagogia do CE - UFPE, desenvolvendo uma Rede de Afetividade e de Economia Solidária, com encontros quinzenais de estudos e pesquisas, realização mensal da Feira UMBA dos Pretos Negócios para escoar produtos e serviços dos estudantes e familiares no CAC – Centro de Artes e Comunicação - UFPE, no CE – Centro de Educação - UFPE, na Biblioteca Central - UFPE, realização do Festival de Dança, Quando Danço, Encanto, realização do Festival de Música, A Vez da Minha Voz, realização do Festival de Cinema Negro GEPARWOOD, ações em voga, em anos anteriores, ver no Instagram: @gepar-ufpe, @raepe2018 e no Youtube: https://www.youtube.com/results?search_query=gepar+ufpe, também faremos a realização de mini cursos e oficinas sobre Afroempreendedorismo, Afrofuturismo, Quilombismo, Economia Solidária e Produção de Projetos para execução de Pequenos Negócios. Como resultado, faremos exposição fotográfica e produção de audiovisual das ações realizadas, produziremos artigos acadêmicos sobre as experiências vividas no desenvolvimento do projeto de extensão e apresentaremos em eventos científicos. Defendemos nosso projeto de extensão Construção de Redes de Afetividade e de Economia Solidária com os/as Estudantes cotistas, suas famílias e a Luta Contra a Pobreza no Século XXI, como uma assistência estudantil e potente ferramenta para a promoção da permanência e do sucesso dos/as estudantes cotistas no ensino superior, o que colabora para a superação das desigualdades sociais e étnico – raciais na nossa universidade e na sociedade brasileira. Temos uma larga experiência com projetos de extensão, vencemos editais PIBEXC, em vários anos, temos experiências com os resultados de pesquisas que temos realizado na disciplina do curso de Pedagogia - Teoria Curricular, do CE/DEC, coletando autobiografias dos/as estudantes e observamos que, muitos destes/as, são de origem pobre, não tendo tido acesso a uma educação de qualidade e, para que não fracassem e tenham sucesso acadêmico, iremos acompanhar e ofertar aos estudantes, seus familiares e comunidade do entorno, formação para uma Educação em Educação e Afrodescendências e Afroempreendedorismo, no sentido do fortalecimento e empoderamento num espaço, antes, destinado às elites, hoje vivendo mudanças profundas. Passamos a entender as cotas para o Ensino Superior, especialmente no curso de Pedagogia como uma política pública bem sucedida. As lutas históricas do M N - Movimento Negro por políticas públicas racialmente equitativas,tendo a educação como principal instrumento de promoção da igualdade étnico racial necessita de projetos e análises dessas políticas a médio e longo prazo para que seja possível medirmos sua eficiência e eficácia. Desse modo, é nosso compromisso ético, técnico, político acompanhar esses/as estudantes na e depois da formatura no curso de Pedagogia para aferir em que medida sua condição socioeconômica e política foi modificada, em relação às suas condições anteriores ao curso, uma vez que a principal finalidade das cotas como demandadas pelo MN é tirar a população preta e parda das situações de exclusão e de de fora dos cargos e ocupações de mando e tomada de decisão, prerrogativa que historicamente ficou nas mãos das elites brancas. Faz – se necessário, ainda que as práticas educativas etnocêntricas, eurocêntricas, brancocêntricas, machocêntricas e cristãs se transmutem em construção de práticas educativas pautadas na educação das relações étnico-raciais, uma vez que novas subjetividades estão acessando o ensino superior, ou seja, pretos/as e pobres, não se pode mais continuar a educar desconsiderando as desigualdades sociais e étnico raciais, além de realizar esforços para corrigir essas distorções rumo a uma sociedade justa, fraterna, de paz e equânime.
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