Projeto de pesquisa, UFRRJ
AVALIAÇÃO DO CONTROLE QUÍMICO E BIOLÓGICO NO MANEJO DA PODRIDÃO RADICULAR DO QUIABEIRO
Descrição
O quiabeiro (Abelmoschus esculentus Moench), além de desempenhar um papel econômico e social na criação de empregos e rendimentos, é também uma importante fonte de alimento. No entanto, sua produção é frequentemente prejudicada por diversas doenças. Entre elas, a podridão radicular (Fusarium solani) afeta o cultivo nos momentos iniciais de implantação da lavoura. O fungo pode impedir a emergência e causar a morte de plântulas. O controle desta doença é difícil, pois não há variedades comerciais com altas taxas de resistência ao patógeno. Entre as estratégias que podem ser eficientes e seguras no controle, destacam-se o tratamento do solo antes da semeadura com fungicidas, visando reduzir o inóculo inicial do patógeno, e a aplicação de produtos biológicos. Entre os fungicidas, o sulfato de cobre pode ser eficiente na redução do patógeno, mas há escassez de trabalhos que enfatizem a eficiência deste fungicida na erradicação de patógenos habitantes do solo, como o caso do Fusarium solani em quiabeiro. O controle biológico consiste na supressão da doença pela aplicação de agentes de biocontrole na planta ou no solo, com as espécies Trichoderma asperellum e Trichoderma harzianum. Neste mesmo sentido, a combinação do controle químico com o biológico aumenta a eficácia no controle da doença. Dessa forma, o objetivo deste trabalho será avaliar a influência do controle químico e biológico no manejo da podridão radicular (Fusarium solani) do quiabeiro. As plantas serão cultivadas em vasos plásticos contendo solo coletado em área naturalmente infestada por Fusarium solani. O solo será tratado por meio de diferentes combinações entre o fungicida sulfato de cobre (CuSO4) e um caldo técnico composto pela combinação das espécies T. asperellum e T. harzianum. Neste caso, serão testados os seguintes tratamentos: 1) solo autoclavado (testemunha negativa); 2) solo naturalmente infestado (testemunha positiva); 3) solo tratado aos 15 e 7 dias antes da semeadura com solução de CuSO4; 4) solo tratado aos 15 e 7 dias antes da semeadura com solução de CuSO4 + aplicação de caldas de T. asperellum e T. harzianum no dia da semeadura; 5) solo tratado aos 15 e 7 dias antes da semeadura com solução de CuSO4 + aplicação de calda de T. asperellum e T. harzianum e solução de CuSO4 no dia da semeadura; 6) solo tratado aos 7 dias antes da semeadura com solução de CuSO4 + aplicação de calda de T. asperellum e T. harzianum no dia da semeadura; 7) solo tratado aos 15 e 7 dias antes da semeadura com solução de CuSO4 + aplicação de calda de T. asperellum e T. harzianum e solução de CuSO4 no dia da semeadura seguido de aplicação de calda de T. asperellum e T. harzianum 7 e 15 dias após a semeadura. Serão analisadas as seguintes variáveis: número de plantas doentes (incidência) e porcentagem de plantas mortas. A incidência será avaliada em intervalos de 3 dias e a porcentagem de plantas mortas será avaliada no final do experimento. Com dados de incidência, será calculada a Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD). As variáveis serão submetidas à análise de variância (ANOVA). As variáveis significativas no teste F (menor ou igual 0,05) serão submetidas ao teste T (menor ou igual 0,05). Este projeto será desenvolvido com recursos da FAPERJ vinculados ao projeto “Fungos associados à vegetação da Mata Atlântica com ênfase ao Parque Natural Municipal do Curíó, Paracambi-RJ”, aprovado no Edital FAPERJ Nº 08/2020 pelo professor Carlos Antonio Inácio, integrante desta equipe.
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