Projeto de pesquisa, UFRRJ
AVALIAÇÃO DE NOVOS BIOMATERIAIS PARA A HERNIOPLASTIA DA PAREDE ABDOMINAL EM Rattus norvegicus, VARIEDADE WISTAR. A1
Descrição
A substituição de tecidos ou órgãos no animal ou no ser humano é um grande desafio a ser vencido pela cirurgia atual. Muitos materiais, sintéticos ou biológicos, foram testados e são utilizados para este fim. Para serem eficazes, é importante que estes materiais não causem modificação física no tecido hospedeiro, sejam quimicamente inertes, não sejam carcinogênicos, não causem reação alérgica, tenham capacidade de resistência a forças mecânicas e possam ser submetidos à esterilização. Serão utilizados 80 ratos Wistar, estabelecidos em 4 grupos de acordo com o tipo de implante: Grupo A (pele de Tilápia), Grupo B (pele de Truta), Grupo C (pele de Rã Touro) e o grupo D (Grupo Shan). Os animais serão submetidos a protocolo anestésico padrão. Será criado defeito em toda a espessura da parede abdominal, incluindo aponeuroses musculares, músculos e peritônio de 2,0 cm no eixo transversal por 3,0 cm no eixo longitudinal. Será realizada a prótese respectiva de acordo com o grupo em questão, de fragmentos do tamanho correspondente ao defeito criado. Os animais serão avaliados clinicamente, por ultrassonografia e termografia infravermelha nos dias 0, 07, 10, 14, 30 e 90. Vinte animais (cinco de cada grupo) serão submetidos à eutanásia aos 07 dias de pós-operatório, vinte animais (cinco de cada grupo) serão submetidos à eutanásia aos 14 dias, vinte animais (cinco de cada grupo) serão submetidos à eutanásia aos 30 dias e vinte animais (cinco de cada grupo) serão submetidos à eutanásia aos 90 dias de pós-operatório, em câmara fechada com dióxido de carbono. Fragmentos de parede abdominal, contendo interface implante-hospedeiro, serão coletados para tensiometria e histologia. Os fragmentos destinados à análise histológica e histopatológica serão fixados em formaldeído a 10%, processados para inclusão em parafina seguindo a técnica histológica de rotina e observados em microscopia de luz. Todo experimento será realizado com infraestrutura própria, e recursos que o Departamento de Anatomia Animal e Humana permite e disponibiliza além de financiamentos obtidos em agências de fomento (Faperj e CNPq).
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