Projeto de pesquisa, UFRRJ
Vale do Guandu no rural metropolitano: Contribuições da contabilidade para a autonomia do Agricultor Familiar
Descrição
O Vale do Guandu é um território estruturado em torno do rio homônimo, cujas margens concentram áreas agrícolas responsáveis pela manutenção de comunidades com modos de vida predominantemente rurais, ainda que inseridas no espaço metropolitano. Integrante do cinturão verde da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a região destaca-se pela produção de aipim, cultivado majoritariamente por agricultores familiares organizados em assentamentos distribuídos entre municípios da Baixada Fluminense e da zona oeste do Rio de Janeiro.Inserido em uma perspectiva interdisciplinar e interinstitucional, o projeto analisa a produção do aipim no Vale do Guandu como instrumento de desenvolvimento territorial, com ênfase na contribuição da Contabilidade e do Cadastro do Agricultor Familiar (CAF) para a visibilidade econômica, produtiva e institucional da agricultura familiar. O CAF é compreendido como instrumento central de reconhecimento formal, ao sistematizar informações sobre produção, estrutura fundiária, trabalho e comercialização e viabilizar o acesso a políticas públicas e programas de compras institucionais. A pesquisa articula os elementos territoriais da produção; como solo, clima e relevo às práticas produtivas, destacando que a valorização do aipim depende também da existência de registros contábeis e cadastrais capazes de evidenciar a realidade econômica do rural metropolitano. Nesse sentido, a Contabilidade é entendida como ferramenta estratégica de organização, mensuração e evidenciação da atividade agrícola. Os assentamentos rurais, como espaços periurbanos ou hiper periféricos, conformam uma mancha agrícola no metropolitano periférico, onde a agricultura familiar permanece estruturante do modo de vida local. Assim, o projeto privilegia os assentamentos produtores de aipim no município de Japeri, por meio do levantamento e da análise de dados documentais e cadastrais, ressaltando um desenvolvimento territorial que reconhece o patrimônio produtivo comunitário.
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