Projeto de pesquisa, UFRRJ
MECANISMOS DE CONTROLE DA FUNÇÃO AUTONÔMICA E BARORREFLEXA NA SÍNDROME PÓS-COVID
Descrição
Introdução: A pandemia do novo coronavírus (SARS-Cov2) e da COVID-19 impactou a humanidade de múltiplas formas a partir de uma infecção de contaminação respiratória e que tem levado a milhões de mortes no mundo. Portanto, conhecer os mecanismos fisiopatológicos da COVID-19 é fundamental para construir e implementar medidas de mitigação da morbidade e mortalidade relacionadas; e, ainda identificar alvos para o desenvolvimento de terapias farmacológicas. Estudo prévios sugerem que pessoas recuperadas da COVID-19 podem apresentar disfunção endotelial e disfunção autonômica. Essas alterações podem não ser observadas em repouso, porém poderiam aumentar durante o estresse ou esforço físico. Existem evidências clínicas que sugerem uma diminuição na resposta barorreceptora, com menor controle da função autonômica, gerando variações na pressão arterial, frequência cardíaca, volume sistólico, débito cardíaco e outros. Objetivo: Investigar os mecanismos de controle da função autonômica e barorreflexa em repouso e, especialmente, em situações de estresse após a recuperação da COVID-19. Método: Em um estudo transversal, serão recrutados homens e mulheres, com histórico de infecção SARS- CoV-2 (COVID-19) nos últimos três meses, com idade entre 20 e 70 anos, sem histórico prévio de doenças crônicas, que não fazem ou faziam uso prolongado de medicação, assim como um grupo controle saudável, com mesma idade e sexo. Os participantes serão submetidos a uma visita ao laboratório com medida de função e sensibilidade do controle barorreflexo (bolus de drogas vasoativas) e teste de estímulo frio. Serão medidas a frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória e atividade nervosa simpática muscular (MSNA), posteriormente serão calculadas a sensibilidade do controle barorreflexo e autonômico cardíaco. Perspectivas: Evidências científicas sugerem que as manifestações pós-COVID-19 acometem de 50-80% dos pacientes sintomáticos que se recuperam da infecção. O atual conhecimento sobre os mecanismos fisiopatológicos dos sintomas prolongados após a infecção da COVID-19 ainda é limitado. Assim, o entendimento desses mecanismos fisiopatológicos constrói uma base de conhecimento para investigações futuras, as quais possam propor intervenções farmacológicas e não farmacológicas (e.g.; exercícios físicos) com o objetivo de reversão dos sintomas da disautonomia e melhora da qualidade de vida.
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