Projeto de pesquisa, UFRRJ
Reflexões sobre a Memória da Educação Popular no Brasil e seus desmembramentos para o novo
Descrição
A ideia de Educação Popular como expressão da educação que é oferecida às classes populares nas escolas públicas, principalmente nas redes estaduais e municipais de todo país, seja na cidade ou no campo, com modelos curriculares conservadores ou progressistas, parece ganhar destaque nas últimas décadas, especialmente após a décadas de 1980. A educação escolar básica pública, é onde as classes populares estão majoritariamente matriculadas, já que de acordo com o último Censo Escolar, o número de matrículas nas redes públicas de educação básica, considerando as três esferas de governo: federal, estadual e municipal, passa dos 37,5 milhões. O que nos leva a crer que a maior parte da população depende da escola pública para acessar a educação básica no Brasil, fazendo com que as políticas sociais voltadas para a área sejam consideradas estratégicas para o desenvolvimento intelectual, cultural e político desses indivíduos. Assim, percebe-se que tanto para a educação básica escolar, oferecida para as classes populares massivamente, quanto para a Educação Popular, sistematizada por Paulo Freire (PEDAGOGIA DO Oprimido), a educação não é um lugar onde se transmite o conhecimento do educador ao educando de maneira passiva, alheia à realidade social, cultural e política em que o indivíduo está inserido, mas remete a uma atividade humana que só existe em consonância com essas dimensões. Obrigando, necessariamente, que ao pensar a prática educativa, ou a política social pública, todos esses fatores sejam rigorosamente considerados. Nesses termos, a confusão em qualquer uma dessas dimensões da vida social, ou a opção por uma perspectiva social, cultural ou política antissocial, pode se capilarizar para a prática educativa ou para a política educacional de forma desastrosa, alterando de vez os objetivos educacionais para a geração que está sendo educada e para as futuras gerações. De acordo com o pensamento elaborado por Carlos Rodrigues Brandão, em A questão Política da Educação Popular (data), é impossível pensar a educação popular apartada da nossa prática política, já que elas se fundem de forma simbiótica, de modo que uma garanta sentido a outra, obrigando um comportamento coerente de ambas. Esse pensamento nos obriga refletir que se existe confusão na dimensão política que marca a vida social, fatalmente a Educação Popular deverá ser afetada pelo mesmo processo
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