Projeto de pesquisa, UFRRJ
RESTAURAÇÃO DE INTERAÇÕES E PROCESSOS ECOLÓGICOS NA MATA ATLÂNTICA ATRAVÉS DA REINTRODUÇÃO DE FAUNA
Descrição
Diferentes impactos antrópicos, como a perda e fragmentação de habitats, a introdução de espécies exóticas invasoras, a caça e as mudanças climáticas têm resultado em florestas tropicais defaunadas onde importantes parceiros mutualísticos tiveram suas populações reduzidas ou se extinguiram localmente. Isso, por sua vez, tem levado à disrupção de interações e processos ecológicos, comprometendo a estrutura e funcionamento dessas florestas. A Mata Atlântica, devido ao seu histórico de perturbações antrópicas e alto grau de endemismos, é uma área prioritária para o estudo desses impactos e o desenvolvimento de estratégias de restauração da biodiversidade. Dentro desse contexto, a reintrodução de fauna pode ser uma ferramenta importante para recuperar interações ecológicas onde as mesmas tenham sido perdidas, favorecendo a restauração de processos e serviços ecossistêmicos. Adicionalmente, comunidades biologicamente mais diversas são menos suscetíveis à invasão por espécies exóticas, de forma que é esperado que o retorno da fauna anteriormente extinta também contribua para a redução das populações de plantas com potencial invasor, através de interações antagonísticas como a herbivoria e a predação de sementes. O presente projeto pretende descrever as interações mutualísticas e antagonísticas entre animais e plantas, e suas consequências para as comunidades vegetais, em dois locais do Rio de Janeiro onde foram reintroduzidos importantes dispersores de sementes, com o intuito de fornecer subsídios conceituais e técnicos para a restauração dessas interações em outras áreas de Mata Atlântica. No Parque Nacional da Tijuca foram estabelecidas populações da cutia Dasyprocta leporina, do bugio Allouatta guariba e do jabuti-tinga Cheloinids denticulata enquanto na Reserva Ecológica de Guapiaçú foi feita a reintrodução da anta Tapirus terrestris). Com relação à viabilidade executiva, o laboratório coordenado pela proponente (Laboratório de Ecologia e Conservação de Florestas - LECF) possui pessoal habilitado e toda a infraestrutura para triagem de amostras, análise de dados, discussão e elaboração de trabalhos científicos e de divulgação. Todos os equipamentos necessários para a coleta de dados em campo também estão disponíveis no LECF. Alojamento e apoio logístico estão disponíveis em ambas as áreas estudadas. Já com relação à viabilidade financeira, este projeto possui financiamento da FAPERJ (Cientista do Nosso Estado) e do CNPq (Taxa de Bancada/Bolsa de Produtividade em Pesquisa), que cobrem a maior parte dos custos de execução do mesmo. Recursos adicionais são fornecidos por outros membros da equipe executora deste projeto, que possuem financiamento da Petrobrás, National Geographic e Instituto Luísa Pinho Sartori. Auxílios adicionais para o trabalho de campo das dissertações e teses também têm sido obtidos através dos Programa de Pós-Graduação do qual a proponente faz parte (PPGCAF/UFRRJ e Biodiversidade em UCs/IPJBRJ).
Candidatar-se
Entre na sua conta para enviar uma carta de intenção à coordenação deste projeto.