Projeto de pesquisa, UFRRJ
Tanino condensando encapsulado pelo crosslink entre alginato de sódio e cloreto de cálcio
Descrição
Os taninos condensados são compostos fenólicos naturais amplamente distribuídos em plantas, especialmente em espécies florestais como aquelas pertencentes aos gêneros Acacia e Schinopsis. Esses compostos têm despertado crescente interesse devido às suas propriedades bioativas, incluindo atividade antioxidante, ação antimicrobiana e capacidade de complexação de metais, o que os torna promissores para aplicações em embalagens inteligentes (smart packaging). Diante da crescente demanda por soluções sustentáveis para a conservação de alimentos, o uso de taninos em filmes plásticos biodegradáveis surge como uma alternativa relevante, contribuindo tanto para a extensão da vida útil dos produtos quanto para o monitoramento da qualidade dos alimentos. Entretanto, a incorporação direta de taninos condensados em matrizes poliméricas apresenta limitações, principalmente em função de sua elevada reatividade e sensibilidade a fatores como luz, oxigênio e variações de pH, além de possíveis impactos negativos nas propriedades físicas e ópticas dos filmes. Nesse cenário, o encapsulamento desponta como uma estratégia eficaz para viabilizar sua aplicação, promovendo maior estabilidade e permitindo a liberação controlada dos compostos ativos. Essa técnica baseia-se no revestimento do composto ativo por uma matriz polimérica, formando uma barreira protetora capaz de minimizar sua degradação e preservar sua funcionalidade ao longo do tempo. Para a realização desse projeto serão utilizados ferramental analítico e recursos já disponíveis no Departamento de Produtos Florestais (DPF), no Instituto de Florestas (IF) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) oriundos de outros projetos de pesquisa já desenvolvidos e finalizados, como: 1) Infraestrutura disponível no Laboratório de Biorrefinaria Lignocelulósica (LBL) para a caracterização de biomassas e bioprodutos: a UFRRJ em seus Departamentos de Produtos Florestais e em Departamentos afins possui laboratórios dotados de equipamentos analíticos qualitativos e quantitativos tais como cromatografia liquida de alta performance (CLAE), cromatografia gasosa (CG), infravermelho, raio X, espectrofotômetro de absorção atômica e espectrofotômetro UV, além de equipamentos básicos de apoio a rotina laboratorial como balanças, estufas, pHmetros, etc.; (2) Laboratório de Papel e Celulose: O Laboratório de Papel e Celulose atende aos estudantes matriculados na disciplina IF 314 – Tecnologia de Papel e Celulose, estagiários e bolsistas. Atualmente, o referido laboratório conta com um digestor elétrico rotativo, um Refinador Bauer e uma Coluna Formadora TAPPI, além de outros equipamentos que também servem ao Laboratório de Energia da Madeira, tais como: estufa, muflas, balança digital, entre outros. Tendo por base a infraestrutura disponível, no Laboratório de Papel e Celulose há condições de serem conduzidos trabalhos de pesquisa dentro das seguintes linhas: polpação de matérias-primas lignocelulósicas, análise qualitativa e quantitativa de pastas celulósicas, branqueamento de pastas celulósicas, tingimento e destintamento de pastas celulósicas, produção de papéis isotrópicos, consórcio de fibras, análise dos efeitos de cargas e aditivos, reciclagem de papel, etc.; (3) Laboratório de Biotecnologia da Madeira: No Laboratório de Biotecnologia da Madeira são desenvolvidas pesquisas avançadas em biotecnologia aplicada ao estudo da madeira e seus componentes químicos, bioquímicos e estruturais. O laboratório oferece suporte aos professores, alunos de graduação e pós-graduação vinculados ao Departamento de Produtos Florestais em projetos de iniciação científica, mestrado e doutorado. A infraestrutura do nosso laboratório conta com os seguintes equipamentos e materiais: Centrífuga Beckman-Coulter Avanti J-25, centrífuga Sigma 3K30, bloco digestor Gehardt com scrubber e microprocessador Kjedatherm, autoclave Eletrolab 503/5, balança Bioprecisa FA2104N de quatro dígitos, capela de fluxo laminar horizontal Pachane, mesa agitadora orbital para cultura de tecido – Marconi MA 140/CF, mesa agitadora-Qimis, estufa com fotoperíodo e termoperíodo BOD)Eletrolab 112FC, rotavapor Quimis, dois computadores Celeron 2.2GHz, ultravioleta Shimadzu Mini 1240, pHmetros – Analyser, pHmetros – Quimis, geladeira Vertical – Brastemp, triturador mecânico para tecidos vegetais – (Potters – B. Braun Biotech), Estufas para esterilização, fanen, estufa – NT
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