Projeto de pesquisa, UFRRJ
CARACTERIZAÇÃO DE CORREDORES DE FRATURAS EM ROCHAS QUARTZÍTICAS
Descrição
Os corredores de fraturas são definidos como zonas tabulares de fraturamento concentrado, compostas por fraturas subparalelas, como juntas ou veios, que podem variar de centímetros a quilômetros em largura e comprimento. Apresentam mudanças abruptas na intensidade de fraturamento e podem ocorrer isoladamente ou em sistemas subparalelos, organizados em diferentes escalas. Sua relevância científica e industrial é grande, pois funcionam como condutos preferenciais para o fluxo de fluidos ou como barreiras selantes. Assim, desempenham papel essencial em processos como migração e aprisionamento de hidrocarbonetos, armazenamento de CO2;, circulação em sistemas aquíferos e aproveitamento em campos geotérmicos. Em rochas carbonáticas, de baixa porosidade, são especialmente importantes, formando zonas de alta permeabilidade conhecidas como super-k zones. A origem dos corredores pode estar associada a contextos deposicionais (sobrecarga, p. ex.), magmáticos ou tectônicos (estruturais). Hidrogeologicamente, podem aumentar a permeabilidade ou atuar como barreiras devido à cimentação mineralógica. Sua caracterização depende do arranjo espacial, envolvendo geometria e topologia, já que não existem parâmetros universais. O projeto em pauta busca aplicar esse conceito ao sistema de fraturas da Serra do Ibitipoca (MG), composta por quartzitos e gnaisses. Embora dobrada por processos antigos, as fraturas parecem ligadas tanto ao sistema dobrado quanto a deformações mais recentes, possivelmente cenozoicas, que controlam canais fluviais e cavernas. O estudo pretende identificar a origem do fraturamento e avaliar sua influência no fluxo de água e na modelagem do relevo, utilizando imagens de alta resolução integradas a dados estruturais de campo.
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