Projeto de pesquisa, UFRRJ
Complexos de CuII e ZnII com ligantes mistos O-O/N-N: síntese, estabilidade em solução e avaliação do potencial anticâncer
Descrição
O câncer permanece entre as principais causas de mortalidade mundial e demanda o desenvolvimento de terapias mais eficazes e seletivas. Nesse contexto, complexos metálicos têm despertado grande interesse como protótipos a fármacos, principalmente após o sucesso clínico da cisplatina. Mais recentemente, complexos de cobre e zinco vêm sendo investigados como alternativas promissoras, em razão de seus mecanismos de ação múltiplos, que podem envolver geração de espécies reativas de oxigênio após reação com DNA, disfunção mitocondrial, apoptose, autofagia e, no caso do cobre, possíveis processos associados à cuproptose. Dentre as arquiteturas moleculares de interesse, destacam-se complexos heterolépticos contendo ligantes quelantes N-N e O-O, cuja modulação estrutural permite ajustar propriedades como estabilidade, lipofilicidade, internalização celular e atividade biológica. Dentre os ligantes O-O de interesse pelo nosso grupo, podemos apontar as quinolonas, que são antibióticos reconhecidos clinicamente, além de apresentarem atividade antitumoral. Especificamente, complexos de CuII do tipo Cu(N-N)(O-O)]NO3, contendo ligantes 2,2’-bipiridinas (bpy) ou 1,10-fenantrolinas (phen) e ligantes O-O, representam uma classe particularmente interessante de complexos testada em muitos modelos in vitro e in vivo, exibindo promissoras atividades citotóxicas e antitumorais. Já o ZnII é conhecido por sua baixa toxicidade quando comparado a outros metais e sua importante função biológica como cofator estrutural e catalítico de numerosas proteínas. Neste projeto propõe-se a síntese de novos complexos de CuII e ZnII do tipo [M(N-N)(O-O)]X (M = Cu ou Zn), contendo como ligantes N-N 1,10-fenantrolina ou 2,2’-bipiridina, e como ligantes O-O, derivados híbridos de quinolona-b-cetoéster. A variação das aminas auxiliares bipy e phen nas estruturas foi pensada para investigar a variação das aminas aromáticas na citotoxicidade. A mudança dos ligantes O-O, do tipo quinolona-b-cetoéster se dará através da variação estrutural dos grupos funcionais ligados ao anel aromático (R doadores e retiradores de elétrons). Por fim, a variação dos metais CuII e ZnII também será estudada sobre as atividades citotóxicas dos complexos, permitindo uma correlação estrutura/atividade mais ampla.
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