Projeto de pesquisa, UFRRJ
Fungos e Nanopartículas de Carbono: Uma Aliança Promissora para Soluções Ambientais
Descrição
Nos últimos anos cresceu consideravelmente a produção de polímeros sintéticos (sacolas plásticas, embalagens etc), devido às suas propriedades, produção rápida, barata e a sua estabilidade quanto à utilização. Esses polímeros são extremamente estáveis e inertes, apresentando uma baixíssima biodegradabilidade, sendo extremamente nocivo ao meio ambiente. Além disso, o consumo de materiais plásticos cresceu muito nos últimos anos, por isso a importância do desenvolvimento de biotecnologias rápidas e baratas que possam atuar na remediação desse poluente ambiental, contribuindo fortemente para o desenvolvimento sustentável do país. A biorremediação pode ser considerada como uma nova tecnologia para tratar locais contaminados. Estratégias de biorremediação incluem: a utilização de microrganismos autóctones, ou seja, do próprio local, sem qualquer interferência de tecnologias ativas de remediação (biorremediação intrínseca ou natural); a adição de agentes estimulantes como nutrientes, oxigênio e biossurfactantes (bioestimulação). O benefício desses processos é a mineralização do poluente, isto é, a transformação em gás carbônico e água. Neste contexto, este projeto visa desenvolver um sistema para degradação de polímeros sintéticos utilizando fungos lignolíticos, impregnados com materiais sintéticos, MOFs, C-dots e MOF@C-Dots, que podem causar um aumento no desenvolvimento da biomassa do fungo, e consequentemente provocar um efeito positivo na degradação do polímero sintético, além de uma melhor elucidação do mecanismo de degradação, uma vez que esses materiais são luminescentes, possibilitando a utilização de técnicas espectroscópicas para identificar todas as etapas do processo. Além do mais, é possível modificar a superfície desses materiais conferindo novas propriedades.
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