Projeto de pesquisa, UFRRJ
Mapeamento da Educação Ambiental na Baixada Fluminense: análises em espaços educadores formais e não formais
Descrição
Nesse tempo contemporâneo, de grandes transtornos sociais, buscando-se por respostas para os grandes problemas, recorre-se à educação como um instrumento com possibilidade de promover novos saberes e valores. Ressalte-se que, apesar de a educação não ser considerada prioridade nas políticas instituídas pelos governantes, sempre se recorre a ela, pelo menos como retórica, nos momentos de crise, o que pode gerar brechas para sua efetivação. Neste contexto, entra em cena a Educação Ambiental (EA), resultado de um processo histórico (e seus movimentos sociais instituintes) marcado por articulação das políticas nacionais e internacionais relativas ao meio ambiente e à educação (Carvalho, 2008). Desse modo, sua compreensão não pode ocorrer de maneira isolada, e sim por meio de um sistema de relações mundializadas; ou seja, não se trata de um processo exclusivo da sociedade brasileira, nem apenas uma percepção imposta de fora para dentro (Carvalho, 2008). Pela singularidade histórica do país e também pela diversidade de agentes sociais e de documentos e leis que foram produzidos, Loureiro (2008, p. 3-4) afirma que “(...) a Educação Ambiental adquire no Brasil características peculiares e um grau de estruturação que torna o país um destacado protagonista no cenário internacional”. O recorte espacial do presente projeto é o território da Baixada Fluminense, composto por 13 municípios, que são muito impactados pelas mudanças climáticas e pela degradação ambiental, além de problemas diversos como enchentes, deslizamentos de terra, poluição dos rios e do ar, demandando políticas públicas de gestão ambiental e educação. Apesar de todos esses problemas, o território conta com um quantitativo considerável de espaços legalmente protegidos, ou seja, Unidades de Conservação, pois, atualmente, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro tem 36,27% de seu território verde conservado, e desse total 10,96%, ou seja, praticamente um terço, está na Baixada Fluminense, são UC das três esferas de governo. As que serão contempladas neste projeto são as de gestão municipal, mais especificamente, os Parques Naturais Municipais. No que se refere às escolas, este projeto privilegia entender como as redes municipais dos municípios que compõem a Baixada Fluminense inserem a EA nas práticas escolares. Essas redes municipais têm, aproximadamente, 837 unidades escolares. Este Projeto de Pesquisa conta com o apoio do edital para a cessão de bolsas de Iniciação Científica. Ressalte-se ainda que é parte de outro Projeto “Cartografias das potencialidades das Unidades de Conservação da Baixada Fluminense/ RJ: implementação de espaço educador sustentável através de construções metodológicas para o desenvolvimento socioambiental do território”, financiado pela FAPERJ ( Edital nº 20/2022 – Programa de Apoio a Projetos Temáticos no Estado do Rio de Janeiro - Processo nº E-26/210.063/2023). Além disso, conta também com o apoio da equipe do grupo de pesquisa “Observatório de Gestão das Unidades de Conservação da Baixada Fluminense”.
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