Projeto de pesquisa, UFRRJ
Agroecologia em Terras Periféricas: cartografias da produção, comercialização e consumo de alimentos na Baixada Fluminense
Descrição
As áreas periféricas das metrópoles são um importante ambiente para pensarmos a agricultura e produção de alimentos, porém pouco pesquisado como tal. Com crescimento urbano acelerado nas décadas de 70 e 80, associado em grande parte às dinâmicas de modernização da agricultura e ao êxodo rural (Santos, 2005), a região da Baixada Fluminense figura como área de extremo interesse nesta perspectiva: produção, consumo e circulação de alimentos, além do debate sobre soberania alimentar. Buscaremos aqui, investigar e (geo)grafar estas práticas de agricultura rural, urbana e periurbana, associadas às feiras de comercialização direta na Baixada Fluminense, visando destacar sua importância econômica e social, bem como seus significados para os produtores, comercializadores e consumidores, objetivando identificar, analisar e mapear a produção, comercialização e consumo de alimentos oriundos da agricultura realizada na Baixada Fluminense e entender seus significados para os sujeitos que produzem e consomem estes alimentos. Destacamos ainda como fundamental a perspectiva de pensarmos estas questões no contexto atual de pós pandemia de Covid-19, em que as áreas periféricas estão extremamente vulneráveis e sofrem com as repercussões sociais e econômicas do período de pandemia (Rocha, 2020 e Fortes, Oliveira e Sousa, 2020). Estas questões, além de suas interconexões com o agronegócio e a luta pela terra no campo Brasileiro (Alentejano, 2020), tem efeitos na segurança alimentar nas periferias das metrópoles. Neste sentido, destacaremos os municípios de Nova Iguaçu e Seropédica, buscando aprofundar as experiências realizar um mapeamento coletivo nestes dois casos específicos. A presente proposta vem solicitar novamente o apoio de um(a) bolsista de Iniciação Científica para a coleta e sistematização de dados associados ao projeto. Para a realização da pesquisa proposta, partimos da concepção de uma metodologia que valoriza a troca horizontal com as comunidades, seus interesses, experiências práticas e lutas cotidianas e simbólicas para elaboração e divulgação de mapeamentos que possam dialogar com e visibilizar estas práticas e histórias de produção de alimentos em terras periféricas.
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