Projeto de pesquisa, UFSB
Reconstrução Paleoambiental da Plataforma de Abrolhos e do Espirito Santo: registros morfológicos e sedimentológicos da subida do nível do mar nos últimos 20.000 anos
Descrição
O presente projeto é um projeto externo coordenado pelo prof. Alex Cardoso Bastos (UFES) financiado pelo CNPq; é portanto um projeto externo à UFSB. As informações cadastradas aqui baseadas no projeto externo UFES. Com o fim do último período glacial, as plataformas continentais passaram por um processo transgressivo que durou cerca de 17,000 anos, levando a inundação de todo o ambiente exposto. Durante o processo de deglaciação, eventos decadais e centeniais associados à variabilidade climática foram registrados, como por exemplo, o evento de resfriamento Younger Dryas, pulsos de degelo, e o evento de aquecimento Bølling?Allerød, entre outros. Esses eventos estão geralmente associados a flutuações climáticas que respondem com aquecimento ou resfriamento do planeta, e muitas vezes influenciam diretamente as taxas de subida do nível do mar. A relação entre as taxas de subida relativa do nível do mar, aporte sedimentar e produção de CaCO3 irão influenciar diretamente mudanças no padrão de sedimentação e na composição química e mineralógica dos sedimentos ao longo da plataforma continental, levando à mudanças paleoambientais e paleoecológicas. A subida do nível do mar pós-último máximo glacial foi caraterizada por fases de estabilização e de aceleração que causaram rápidas inundações. Neste contexto, a plataforma de Abrolhos e do Espirito Santo possuem várias evidências morfológicas e sedimentológicas da formação de ambientes costeiros formados durante o YD e posteriormente afogados pelo pulso de degelo 1B (Bastos et al., 2022). O objetivo desse projeto é reconstruir os paleoambientes na plataforma de Abrolhos e do Espirito Santo (Depressão de Abrolhos e Vales incisos) com foco nos ambientes formados durante um período mais frio e de estabilização do nível do mar (YD) e o período subsequente de rápida inundação da plataforma e a instauração do domínio marinho. Ainda pouco estudado, o Banco Royal Charlote será também alvo de estudo deste projeto. A proposta usará testemunhos, dados geoquímicos, mineralógicos, sísmicos e de multifeixe para investigar a variação espacial dos paleoambientes formados na plataforma leste brasileira e sua evolução frente à subida do nível do mar.
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