Projeto de pesquisa, UFSB
Percepção de risco ocupacional e fatores associados entre profissionais de saúde das unidades de terapia intensiva de um hospital público da Bahia
Descrição
Objetivo: Analisar a percepção de risco ocupacional e sua associação com características sociodemográficas, profissionais e institucionais entre profissionais de saúde atuantes em unidades de terapia intensiva de um hospital público do Extremo Sul da Bahia. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, com abordagem quantitativa. O estudo será conduzido em um hospital público de grande porte, referência regional em atendimento de média e alta complexidade, localizado no município de Teixeira de Freitas, Bahia. A unidade hospitalar possui três unidades de terapia intensiva (adulto clínica, adulto cirúrgica e pediátrica) e atende uma população de abrangência macrorregional. A população do estudo será composta por profissionais de saúde (enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas) com atuação assistencial direta nas unidades de terapia intensiva. A amostra será estimada em 107 participantes, obtida por amostragem probabilística estratificada proporcional, garantindo representatividade das categorias profissionais. Serão incluídos profissionais com tempo mínimo de três meses de atuação no hospital, sendo excluídos aqueles em período de férias ou licenças. A coleta de dados será realizada por meio de questionário estruturado contendo variáveis sociodemográficas (sexo, idade, escolaridade e estado civil), características profissionais (categoria profissional, tempo de experiência, tempo de trabalho no hospital, setor de atuação, carga horária, turno de trabalho, tipo de vínculo empregatício, experiência prévia em outros serviços e dupla jornada de trabalho) e variáveis institucionais (treinamento sobre precauções padrão, disponibilidade de equipamentos de proteção individual, participação em treinamentos sobre prevenção de infecção e suporte institucional). A variável desfecho será a percepção de risco ocupacional, classificada em níveis ordinais: nenhum risco percebido, baixo risco percebido, risco moderado percebido, alto risco percebido e risco extremo percebido. Inicialmente, será realizada análise descritiva, com cálculo de frequências absolutas e relativas para variáveis categóricas e medidas de tendência central e dispersão para variáveis quantitativas. Na análise bivariada, serão utilizados testes de associação compatíveis com a natureza das variáveis, como o teste do qui-quadrado ou teste exato de Fisher para variáveis categóricas, e testes não paramétricos, como Mann-Whitney ou Kruskal-Wallis, para comparação de variáveis quantitativas entre os níveis da variável desfecho. A variável percepção de risco ocupacional será tratada como ordinal. Na análise multivariada, será empregada regressão ordinal, com o objetivo de identificar fatores independentemente associados aos níveis de percepção de risco ocupacional. Resultados esperados: Espera-se identificar fatores sociodemográficos, profissionais e institucionais associados à percepção de risco ocupacional, contribuindo para o direcionamento de estratégias voltadas à segurança do trabalhador, à qualificação das práticas assistenciais e ao fortalecimento das ações de prevenção de infecções no ambiente hospitalar.
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