Projeto de extensão, UFSB
Mel e Prosa
Descrição
O envelhecimento populacional demanda políticas de inclusão que combatam o isolamento social e promovam o bem-estar mental. As abelhas nativas (sem ferrão) são ideais para atividades com o público idoso por serem inofensivas e permitirem o contato direto. Assim o objetivo neste projeto é promover a inclusão social e o bem-estar de idosos/as através de vivências no Meliponário. Para tanto, as ações serão realizadas no Meliponário Jardim das Meliponas (CJA/UFSB) em Ilhéus, BA e/ou em casas de repouso de idosos/as e centros de convivência de 3 municípios do Sul da Bahia (Itabuna, Ilhéus e Itajuípe). As atividades seguirão as seguintes etapas: Agendamento das visitas: Parcerias com Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e associações de idosos da região. Recepção: Boas-vindas com breve contextualização histórica da UFSB e do Meliponário. Circuito Guiado pelos/as estudantes da equipe executora do projeto, quando a atividade for na UFSB: Caminhada leve pelo Jardim das Meliponas, com paradas explicativas sobre as diferentes espécies (ex: Jataí, Uruçu, Marmelada), importância das abelhas e sobre o pasto meliponícola. Oficina Sensorial: Momento de abertura supervisionada, pelos/as discentes, de colmeias e degustação de mel. Roda de Conversa: Espaço para os/as idosos/as compartilharem memórias sobre abelhas e natureza em suas trajetórias de vida. Avaliação da atividade: Momentos de discussão com a equipe executora e com os/as idosos/as sobre o impacto da ação realizada. Espera-se que a visitação ao meliponário estimulará no/a idoso/a: a memória (muitos/as possuem raízes rurais e o contato com abelhas como a jataí ou uruçu resgata memórias afetivas e saberes tradicionais); a percepção sensorial (olfato, tato e paladar com o mel) e; a valorização do meio ambiente regional, reforçando o papel social da UFSB no sul da Bahia. Além disso, o/a estudante de graduação exercerá o papel de mediador/a de uma atividade com a comunidade externa. Desta forma, o projeto promoverá a curricularização da extensão de forma prática. Esse protagonismo discente permiterá que o/a graduando/a desenvolva competências que vão além do domínio técnico de sua área, como a humanização e empatia, por meio de contato direto com a pluralidade social e geracional; a comunicação pública da ciência, com a divulgação do conhecimento acadêmico (meliponicultura, ecologia) em uma linguagem acessível e acolhedora.
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