Projeto de extensão, UFSJ
Ateliê de cerâmica da APADEQ – Arteterapia e Geração de Renda
Descrição
O projeto Ateliê de cerâmica da APADEQ – Arteterapia e Geração de Renda teve sua atividade iniciada no ano de 2010 e vem trabalhando junto à APADEQ (Associação de Parentes e Amigos dos Dependentes Químicos), auxiliando na recuperação de dependentes químicos que passam por tratamento na instituição. Nestes anos de atuação (2010 a 2020, 2022 e 2025), já foram atendidas centenas de recuperandos pelo projeto e o reconhecimento desta atividade pelo corpo terapêutico como pela diretoria da instituição é notório. As atividades do projeto ocorrem semanalmente com o oferecimento de oficinas de cerâmica para os residentes temporários. Nas oficinas, os alunos aprendem técnica básicas da produção cerâmica, seja para peças artísticas ou utilitárias, passando pelos primeiros passos da modelagem, técnicas escultóricas, acabamentos e preparo para a queima, como também podem experenciar a esmaltação de suas peças. As oficinas vêm contribuir de forma positiva com a o processo de tratamento dos dependentes, pois o fazer cerâmico é algo que instiga a habilidade, a paciência, o cuidado, e ainda, muito significativo ao tratamento e recuperação dos internos, a cerâmica é uma prática da transformação. Traz um sentido metafórico importante: primeiro vem o esforço de modelar e dar forma a algo que é almejado, depois vem a sua solidificação e perpetuação através da transformação da matéria pela ação do fogo, do calor, de toda a energia envolvida. Somando às qualidades terapêuticas do fazer cerâmico, o Projeto também aguça a possibilidade do fazer cerâmico como uma atividade de geração de renda para os adictos pós a alta da instituição. Além de serem apresentadas para os alunos as técnicas da cerâmica, eles também podem ter a experiência de produzir peças dentro da instituição com potencial de serem comercializadas pela APADEQ para o auxílio da manutenção da própria associação. Apesar de representar um valor praticamente simbólico do montante necessário para o funcionamento da APADEQ, essa possibilidade de os residentes atuarem na produção propicia um maior engajamento com o tratamento, desenvolvendo senso de responsabilidade, comprometimento com as tarefas e ainda estimula o vínculo e envolvimento com instituição. É necessário lembrar que se trata de uma organização sem fins lucrativos e que vive praticamente de doações e auxílios, e assim o trabalho voluntário com a cerâmica é uma oportunidade de retribuição e valorização do próprio tratamento dos residentes. INTRODUÇÃO: A APADEQ, Associação de Parentes e Amigos dos Dependentes Químicos, é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, sem conotação religiosa ou política, de caráter assistencial, educativo e científico. Foi fundada em fevereiro de 1988, em São João del Rei e, desde então, vem acolhendo dependentes químicos e os auxiliando no tratamento para se livrarem da dependência das drogas, tendo já efetivado cerca de 3900 internações. A instituição se encontra no Bairro Pio XII, e sua sede é chamada, carinhosamente, de Vila Esperança. O projeto Ateliê de cerâmica da APADEQ – Arteterapia e Geração de Renda acontece atualmente de forma voluntária, mas já esteve em atividade junto à APADEQ, como Programa de Extensão, do ano de 2010 até 2020, quando teve que ser interrompido devido à pandemia de COVID-19. O programa foi implantado e coordenado pela Professora Dra. Zandra Coelho de Miranda do Curso de Artes Aplicadas. Nestes anos, com ajuda financeira da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, e com a colaboração dos bolsistas e da coordenadora, foi estabelecido um galpão para o desenvolvimento das atividades de arteterapia, no qual foi implementando um ateliê que conta com fornos, torno de oleiro, materiais de primeira linha, e condições adequadas para a confecção e queima da cerâmica. As ações desenvolvidas na Vila Esperança com os residentes em tratamento ocorrem através de oficinas nas quais são passados ensinamento das práticas da cerâmica artesanal. Desde o básico da modelagem ao aperfeiçoamento das técnicas até a esmaltação das peças. A dinâmica de aprendizado da cerâmica representa para os internos da instituição uma oportunidade que alinha o fazer manual à prática terapêutica. Nos momentos dedicados à oficina, cada aluno pode experienciar o desenvolvimento da práxis de criação artística junto a elaboração de coordenação fina, o que, em conjunto, colabora com a capacidade de concentração, planejamento e determinação. O fazer cerâmico, é algo que instiga a habilidade, a paciência, o cuidado, e ainda, muito significativo ao tratamento e recuperação dos internos, a cerâmica é uma prática da transformação. Traz um sentido metafórico importante: primeiro vem o esforço de modelar e dar forma a algo que é almejado, depois vem a sua solidificação e perpetuação através da transformação da matéria pela ação do fogo, do calor, de toda a energia envolvida. O desenvolvimento da metodologia tem sido aperfeiçoado continuamente em estreita colaboração com o corpo terapêutico da APADEQ. Todo este esforço e dedicação foram reconhecidos no SEMEX 2012, 2015, 2017, quando foram conferidos os prêmios de DESTAQUE e nos anos de 2013 e 2022, com MENÇÃO HONROSA. O sucesso do trabalho, além de bem premiado pela UFSJ, também foi, e é, muito prestigiando pela própria APADEQ que, devido a este reconhecimento, procurou novamente o Curso de Artes Aplicadas para viabilizar a reativação das ações do Ateliê de Cerâmica da APADEQ. O projeto voltou à ativa em meados de junho de 2025, com compromisso de trabalho até final de dezembro deste ano. Contudo, nesta oportunidade, o projeto está funcionando de forma voluntária, uma vez que sua retomada ocorrera fora do tempo para a submissão ao edital PIBEX 2024/2025. Dentro das propostas do projeto, o aprendizado em cerâmica pode também possibilitar para os pacientes em recuperação uma nova oportunidade de geração de renda e inserção no mercado profissional como artesãos autônomos. Dentro da atual proposta, além de propor o viés arte terapêutico, também é pretendido proporcionar a compreensão prática e teórica do fazer cerâmico com o desenvolvimento de técnicas de modelagem, secagem das peças, queimas e vitrificação. Eles também podem ter a experiência de produzir peças dentro da instituição com potencial de serem comercializadas pela APADEQ para o auxílio da manutenção da própria associação. Apesar de representar um valor praticamente simbólico do montante necessário para o funcionamento da APADEQ, essa possibilidade dá mais engajamento com o tratamento, como envolvimento e importância à instituição. É necessário lembrar que se trata de uma organização sem fins lucrativos e que vive praticamente de doações e auxílios, e assim o trabalho voluntário com a cerâmica é uma oportunidade de retribuição e valorização do próprio tratamento dos residentes.
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