Projeto de pesquisa, UFRN
Avançando o conhecimento da entomofauna do Rio Grande do Norte: consolidando levantamentos e coleções entomológicas
Descrição
Este projeto tem como foco principal contribuir para o inventário da entomofauna do estado do Rio Grande do Norte, enfatizando áreas subamostradas sob forte pressão antrópica. O RN é um dos estados do NE com menor número de registros formais de insetos, com apenas 724 espécies no Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil (CTFB); a disparidade é notável ao se comparar com Pernambuco, Maranhão e Bahia (2083, 2374 e 6026 espécies). É, também, um estado de relevância econômica na fruticultura e prospecção de energia renovável. Por outro lado, sua a biodiversidade está em risco de perdas significativas, não somente devido à pressão antrópica direta, incluindo a construção de parques eólicos e fotovoltaicos, mas também aos focos de desertificação na Caatinga devido à mudança climática, reforçando a urgência de seu estudo. Inventários fornecem conhecimento básico para prever e monitorar impactos ambientais que se estendem à área agrícola (polinizadores e pragas), sanitária (vetores) e conservacionista (entomofauna em geral, incluindo bioindicadores). A Coleção Entomológica da UFRN inclui um número considerável de lotes de amostras da Caatinga (Seridó) dos últimos 15 anos e na Mata Atlântica desde 2021. Ainda assim, as regiões sobretudo da parte norte do estado permanecem como vazio amostral para grande parte dos grupos de insetos. Além disso, muitas vezes essas são amostras brutas, não triadas. O presente projeto visa diminuir esse déficit de conhecimento aliando amostragens passivas ao longo de 1 ano e 4 expedições de campo, junto à aceleração do processamento dos espécimes em acervo. Isto será atingido pela adoção de protocolos de preparo massal para preservação, documentação fotográfica em alta resolução, triagem ao nível de ordem dos grupos-alvo, e expansão da rede de taxônomos colaboradores e bolsistas para identificação dos espécimes, estruturando os dados para a comunidade científica e órgãos governamentais que necessitarão deles em um futuro próximo.
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