Projeto de pesquisa, UFRN
Validação comparativa de dois modelos experimentais de Diabetes mellitus induzidos por STZ em roedores: aspectos clínicos, bioquímicos e morfológicos.
Descrição
O Diabetes mellitus tipo 1 (DM1) consiste numa doença crônica caracterizada pela ausência da síntese da insulina em função da destruição autoimune das células beta pancreáticas que desencadeia hiperglicemia e comprometimento sistêmico. Esse quadro metabólico afeta, dentre outros órgãos, o pâncreas causando alterações morfofuncionais. Dado seu caráter etiológico multifatorial, a fisiopatologia da DM1 não é totalmente elucidada limitando as possibilidades terapêuticas farmacológicas. Nesse sentido, o estudo de modelos experimentais em DM1 é potencialmente útil para o melhor entendimento da fisiopatologia da doença e as possíveis intervenções que podem ser avaliadas a partir destes modelos. Este estudo tem como objetivo validar dois modelos experimentais induzidos por estreptozotocina (STZ) em dois tipos de roedores: ratos e camundongos, baseados em análise morfométrica do pâncreas, aspectos clínicos e bioquímicos. Serão utilizados 40 roedores machos, 20 C57BL/6, e 20 ratos wistar, sendo 4 grupos, CTR (controle rato), DMR (diabético rato), CTC (controle camundongo), DMC (diabético camundongo). Os camundongos receberão STZ (65 mg/kg i.p.) por 5 dias consecutivos e os ratos uma dose de 50 mg/kg de STZ i.p. Os roedores serão avaliados em um período de 30 a 45 dias de experimentação. Serão realizados análises clínicas (ganho de peso corporal consumo de água e ração); bioquímica (glicemia, triglicerídeo e colesteroal total e frações); histopatológica no tecido pancreático, onde será realizado uma escala de escores de lesão tecidual em busca de necrose, hemorragia, edema e inflamação; análise morfométrica da ilhota pancreática utilizando o software ImageJ; imunohistoquímica e imunofluorescência para a avaliação da presença de marcadores de injútia tecidual e espécies reativas de oxigênio (EROS). Dessa maneira, este estudo contribuirá para a padronização de protocolos experimentais na DM1, aprofundando o entendimento das alterações presentes no órgão mais afetado na indução experimental da DM1, o pâncreas, e a comparação entre os modelos servirá de subsídio para a seleção do modelo mais adequado em futuras pesquisas voltadas à compreensão da fisiopatologia do diabetes e ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas.
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