Projeto de pesquisa, UFRN
Utilização do mel como fixador de tecidos para histopatologia: Estudo morfológico
Descrição
A etapa de fixação dos tecidos é amplamente considerada o alicerce de toda a técnica histológica. Se ela for negligenciada ou executada incorretamente, nenhuma etapa subsequente — como o processamento, a inclusão, o corte ou a coloração — será capaz de corrigir os artefatos gerados. Destacam-se como principais motivos que tornam a fixação crucial para o sucesso da análise histopatológica: interrupção da autólise e da putrefação, preservação da morfologia e arquitetura tecidual; endurecimento do tecido (rigidez mecânica); maximização da afinidade tintorial (coloração); inativação de agentes infecciosos (biossegurança). O objetivo principal dessa proposta é realizar avaliação comparativa do uso do mel versus formalina como fixador em amostras histológicas. Serão utilizados órgãos sólidos (fígado e rim) e órgãos tubulares (intestino) de ratos, fixados em diluições de mel em água destilada, comprados com órgãos fixados em formalina tamponada. Após a fixação, os órgãos passarão pelo processamento histológico (desidratação, diafanização, impregnação e inclusão em parafina histológica). Os blocos de parafina serão cortados em micrótomo com espessura de 4 micrômetros, a seguir, corados com hematoxilina e eosina e analisados em microscopia óptica. A proposta visa validar um fixador alternativo baseado no mel, que se caracteriza por ser ecologicamente correto, de baixo custo, atóxico, não inflamável e de fácil acesso. Ademais, disponibilizará aos docentes e pesquisadores um protocolo laboratorial seguro com redução da exposição crônica de professores, técnicos e alunos aos vapores nocivos do formaldeído.
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