Projeto de pesquisa, UFRN
PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO E CARACTERÍSTICAS BIOQUÍMICAS DO LÍQUIDO ASCÍTICO EM PACIENTES COM DOENÇA HEPÁTICA CRÔNICA EM AMBULATÓRIO DE PARACENTESE DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NO RN
Descrição
A doença hepática crônica representa um importante problema de saúde pública, sendo frequentemente decorrente de etiologias como hepatopatias alcoólicas, hepatites virais e doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica. Em estágios avançados, a doença pode evoluir para cirrose hepática e descompensação clínica, tendo a ascite como uma de suas principais manifestações. Além de indicar pior prognóstico, a ascite está associada a complicações graves, como peritonite bacteriana espontânea (PBE), síndrome hepatorrenal e aumento da mortalidade, tornando fundamental a investigação adequada do líquido ascítico obtido por paracentese. Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo Com o objetivo de responder a seguinte pergunta de pesquisa: Quais associações existem entre os achados bioquímicos do líquido ascítico e as características clínicas de pacientes com doença hepática crônica, e como esses fatores se relacionam com a ocorrência de peritonite bacteriana espontânea no Ambulatório de Hepatologia e Paracentese do Hospital Universitário Onofre Lopes? Através da análise do perfil clínico-epidemiológico dos pacientes com doença hepática crônica atendidos no Ambulatório de Hepatologia e Paracentese, bem como da caracterização dos principais achados bioquímicos do líquido ascítico, a pesquisa busca identificar associações entre parâmetros laboratoriais e características clínicas dos pacientes, além de determinar a prevalência de culturas bacterianas positivas e de peritonite bacteriana espontânea nessa população. Trata-se de um estudo observacional, transversal, retrospectivo e de abordagem quantitativa, a ser realizado com pacientes adultos submetidos à paracentese diagnóstica ou terapêutica no HUOL. Serão incluídos indivíduos com registros clínicos e laboratoriais completos, estimando-se uma amostra entre 50 e 100 participantes. Os dados serão obtidos por meio da análise de prontuários eletrônicos e registros laboratoriais, contemplando variáveis sociodemográficas, clínicas e laboratoriais, incluindo etiologia da hepatopatia, comorbidades, características da ascite, resultados bioquímicos do líquido ascítico e ocorrência de PBE. A análise dos dados envolverá estatística descritiva e inferencial, permitindo avaliar possíveis associações entre os achados laboratoriais e o perfil clínico dos pacientes. Serão utilizados testes estatísticos apropriados para comparação entre grupos e análise de correlação, adotando-se nível de significância de 5%. Os resultados serão interpretados à luz da literatura científica nacional e internacional, possibilitando identificar particularidades epidemiológicas e laboratoriais da população atendida no Rio Grande do Norte. A relevância da pesquisa reside na escassez de estudos regionais sobre o perfil da ascite e das hepatopatias crônicas no Nordeste brasileiro. Os achados poderão contribuir para o aprimoramento dos protocolos diagnósticos e terapêuticos do HUOL, auxiliar na vigilância de complicações infecciosas como a PBE e fornecer subsídios para o planejamento de estratégias assistenciais mais adequadas à realidade local.
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