Projeto de pesquisa, UFRN
Determinação do teor de arsênio total em amostras do peixe Merluza (Merluccius sp).
Descrição
Resumo Os peixes e frutos do mar constituem excelente fonte de nutrientes saudáveis para o consumo da população, como proteínas e lipídeos. Mas, esse tipo de alimento pode conter contaminantes tóxicos como os chamados metais pesados, como por exemplo o elemento químico arsênio. Assim, a ingestão crônica mesmo em baixas concentrações podem oferecer riscos à saúde da população consumidora, uma vez que podem provocar várias patologias graves, como o câncer. O arsênio apresenta-se como um constituinte natural do meio ambiente e também como resultado das ações do homem, portanto a presença de compostos de arsênio como contaminante da água e alimentos é de origem geogênica e antropogênica. Assim, devido aos riscos à saúde humana é essencial o estudo da presença desse elemento químico em peixes e frutos do mar para melhorar a segurança alimentar da população consumidora. No Brasil existe uma legislação que determina um limite máximo do teor de arsênio total que pode estar presente no pescado, sendo esse valor estabelecido em 1 mg/kg do produto destinado para consumo. Entre os peixes como maior volume de importação pelo Brasil encontra-se o peixe merluza (Merluccius sp), tornando-se assim um dos peixes mais populares e consumido pela população brasileira. Sendo assim, diante dos possíveis problemas toxicológicos que esse tipo de alimento pode oferecer para a saúde pública, esse trabalho de pesquisa visa quantificar a concentração de arsênio total em amostras de merluza (Merluccius sp.) vendidos no comercio da cidade do Natal/RN, para verificar se os teores encontrados nas amostras analisadas estão dentro dos limites estabelecidos pela legislação, garantindo assim, uma segurança alimentar por minimizar os riscos dessa exposição. Os procedimentos analíticos utilizados para analises das amostras de peixe merluza serão os descrito por HUNDLEY & UNDERWOOD, 1970 e ALMEIDA, 2005 e a Espectrofotometria de absorção Molecular pois essa técnica analítica que usa o SDDC (Dietilditiocarbamato de prata) é conhecida como técnica de Vasak & Sedivec (1952) metodologia recomendada pela APHA (American Public Health Association), AWWA (American Water Works Association) e WPCF (Water Pollution Control Federation). Com a realização desse trabalho, o aluno interessado terá a oportunidade de se envolver com atividades de pesquisa que mostram a necessidade do cuidado e conservação dos recursos naturais do nosso planeta visando a proteção do meio ambiente. Portanto, de acordo com os planos estabelecidos pela ONU (Organização das Nações Unidas), a qualidade dos alimentos disponíveis para consumo humano são de interesse da agenda 2030, tornando-se importante estudar a presença de substâncias nocivas nos alimentos. Assim, os objetivos deste projeto encontra-se alinhado com as atividade proposta pela Agenda 2030.
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