Projeto de pesquisa, UFRN
DOSE TERAPÊUTICA DA FOTOTERAPIA NO TRATAMENTO DA HIPERBILIRRUBINEMIA NEONATAL: ESTUDO DE COORTE PROSPECTIVO
Descrição
A hiperbilirrubinemia neonatal é uma condição prevalente, acometendo a maioria dos recémnascidos nas primeiras semanas de vida, sendo a fototerapia a principal intervenção terapêutica para prevenção de complicações neurológicas graves Apesar de sua eficácia comprovada, a resposta à fototerapia apresenta significativa variabilidade entre indivíduos, a qual pode ser influenciada por fatores técnicos relacionados à dose efetiva de irradiância e por características individuais, incluindo variabilidade genética. Adicionalmente, lacunas importantes persistem quanto à mensuração da irradiância efetivamente recebida pelos neonatos na prática clínica, bem como quanto aos possíveis efeitos da exposição luminosa em nível celular. O presente estudo tem como objetivo principal identificar a dose terapêutica de fototerapia efetivamente administrada em recém-nascidos com hiperbilirrubinemia e avaliar sua associação com a resposta clínica, expressa pela redução dos níveis séricos de bilirrubina. Como objetivos secundários, serão avaliados o tempo de fototerapia, a taxa de declínio da bilirrubina, a associação entre irradiância e dano citogenético, bem como a influência de polimorfismos genéticos relacionados ao metabolismo da bilirrubina na resposta terapêutica. Trata-se de um estudo de coorte prospectiva a ser conduzido na Maternidade Escola Januário Cicco (UFRN/EBSERH), envolvendo recém-nascidos com indicação clínica de fototerapia. A irradiância espectral será mensurada de forma padronizada com radiômetro calibrado em diferentes momentos do tratamento, considerando as condições reais de exposição. Os níveis séricos de bilirrubina serão acompanhados longitudinalmente, permitindo a análise da resposta terapêutica ao longo do tempo. Amostras de células da mucosa bucal serão coletadas para realização do ensaio de micronúcleo (BMCyt) e para extração de DNA, visando análise de polimorfismos em genes como UGT1A1 e G6PD. Espera-se que os resultados contribuam para uma compreensão mais precisa da relação dose-resposta da fototerapia, permitindo a identificação da irradiância mínima eficaz, além de elucidar o papel de fatores genéticos e potenciais efeitos citogenéticos associados à exposição luminosa. Os achados poderão subsidiar a otimização dos protocolos assistenciais, promovendo maior segurança, eficácia terapêutica e racionalização do uso da fototerapia no contexto neonatal.
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