Projeto de pesquisa, UFRN
PREVALÊNCIA DE HIPERCORTISOLISMO ENDÓGENO EM PACIENTES IDOSOS COM DIABETES TIPO 2 DESCOMPENSADA E SUA CORRELAÇÃO COM PARÂMETROS CLÍNICOS E OSTEOMETABÓLICOS.
Descrição
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é altamente prevalente na população idosa e associa-se a elevada morbimortalidade por complicações metabólicas, cardiovasculares e osteomusculares. Apesar dos avanços terapêuticos, parcela significativa desses pacientes apresenta controle glicêmico inadequado, o que sugere a influência de fatores hormonais e metabólicos adicionais. O hipercortisolismo endógeno destaca-se nesse contexto por contribuir para resistência insulínica, aumento da produção hepática de glicose e disfunção das células ß pancreáticas, impactando negativamente o controle metabólico. Evidências recentes indicam que formas subclínicas de hipercortisolismo são frequentes em indivíduos com DM2 de difícil controle, mesmo na ausência de sinais clínicos clássicos da síndrome de Cushing. Estudos apontam prevalências variáveis, podendo alcançar cerca de 24% em populações com DM2 inadequadamente controlado, especialmente em pacientes mais idosos e com maior carga de comorbidades cardiovasculares. Em idosos, o excesso crônico de cortisol, mesmo discreto, pode agravar alterações no metabolismo ósseo, aumentar o risco de fraturas, intensificar a resistência insulínica e contribuir para maior fragilidade clínica. Assim, a interação entre envelhecimento, DM2 e hipercortisolismo configura um cenário clínico complexo, com potencial impacto negativo sobre desfechos metabólicos, ósseos e cardiovasculares, justificando a investigação sistemática dessa condição nessa população.
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