Projeto de pesquisa, UFRN
CONHECIMENTOS, ATITUDES E PRÁTICAS DE ESTUDANTES E PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE SOBRE IMUNIZAÇÕES E SUAS CORRELAÇÕES COM O FENÔMENO DE HESITAÇÃO VACINAL
Descrição
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é responsável pela definição e efetuação da política de imunizações no país, figurando como um pilar da saúde pública brasileira. Entretanto, na última década, temos enfrentado uma queda crítica nas coberturas vacinais no Brasil e no mundo. Esse cenário é agravado pelo fenômeno de hesitação vacinal, caracterizado pela demora ou recusa na aceitação da vacinação apesar da disponibilidade dos serviços. Influenciado por desinformação e instabilidades políticas, esse fenômeno avança inclusive entre estudantes e profissionais de saúde, cujas lacunas formativas comprometem a confiança na eficácia e segurança vacinal junto à população. O Rio Grande do Norte apresenta, de forma preocupante, cobertura vacinal insuficiente para adequada proteção da população, com municípios populosos da Região do Seridó exibindo coberturas vacinais para imunizantes da primeira infância sistematicamente abaixo das metas. Diante dessa problemática, este projeto objetiva avaliar conhecimentos, percepções e atitudes de estudantes e profissionais da saúde sobre a confiança e eficácia vacinal, relacionando-os à hesitação e às baixas coberturas no Seridó Potiguar, com ênfase no município de Caicó. Especificamente, a pesquisa pretende: caracterizar a situação vacinal regional em diferentes faixas etárias; determinar como fatores sociodemográficos influenciam as atitudes e conhecimentos de estudantes e profissionais de saúde sobre vacinação; averiguar o status de cobertura vacinal de estudantes e profissionais de saúde, correlacionando-o a seus conhecimentos e atitudes sobre vacinação; avaliar o nível de conhecimento de estudantes e profissionais de saúde sobre o tema em questão; e explorar perspectivas culturais e atitudinais de estudantes e profissionais de saúde sobre segurança e eficácia vacinal. Com esses dados, torna-se possível identificar problemas que podem ser trabalhados em nível de formação básica, continuada e/ou permanente de discentes e profissionais, sanando déficits que prejudicam as boas práticas em comunicação, educação em saúde e atuação concernentes às políticas e práticas de imunização.
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