Projeto de pesquisa, UFRN
Validade e acessibilidade na mensuração cognitiva e psicossocial através de avaliação psicológica mul-timodal: Escala de Microagressões Capacitistas.
Descrição
O presente projeto propõe uma caracterização psicológica detalhada da autoexperiência psicológica em sujeitos com diversos tipos de deficiências. Para isto, estabelece-se um delineamento matriz ou guarda-chuva focado na tradução, adaptação transcultural, construção e validação de instrumentos de avaliação psicológica e psicossocial, fundamentados no Desenho Universal e na interseccionalidade. O capacitismo, preconceito contra pessoas por motivo de deficiência, quando combinado com ações discriminatórias breves ou sutis origina as microagressões capacitistas. Nesse sentido, como estudo metodológico e empírico inaugural, o projeto conduzirá a adaptação e a busca de evidências de validade deste construto a partir da Ableist Microaggressions Scale (AMS) para o contexto brasileiro. A amostra inicial será composta por 300 adultos com deficiência. Originalmente, a adaptação das escalas adotará um protocolo multimodal, disponibilizando os estímulos em português escrito, Braille e LIBRAS (Estudo 1). Nesse estudo, a fim de investigar a rede nomológica e as relações para validade de critério entre construtos, os participantes responderão também ao Ableist Microaggressions Impact Questionnaire (AMIQ), Disability Identity Development Scale (DIDS), além de variáveis de saúde mental, um questionário sociodemográfico. Os participantes serão convidados e poderão se voluntariar para uma entrevista aberta (Estudo 2). O tratamento analítico será conduzido em ambiente SPSS, Jasp, R e Python, empregando, no Estudo 1, técnicas estatísticas descritivas, Análises Fatoriais (AF), Análises Multidimensionais (MDS), Teoria de Resposta ao Item (TRI), modelos inferenciais de correlação/regressão, e no Estudo 2, a análise fenomenológica interpretativa e classificação hierárquica descendente. Como resultados, espera-se obter índices satisfatórios de ajuste de estrutura interna, fidedignidade, discriminação e dificuldade dos itens para as escala no Brasil. Ademais, prevemos mapear o impacto significativo das microagressões capacitistas na identidade sobre deficiência e na saúde mental atravessados pelas condições sociodemográficas interseccionais de gênero, renda, raça e orientação sexual da amostra. Por fim, o projeto atuará como vetor de implantação do Laboratório Self, Organismo, Mente e Ambiente (SOMA) e da linha de pesquisa em Estudos Críticos sobre Deficiência na FACI-SA/UFRN, que buscará promover a integração com as Clínicas-Escola e com os cursos de Fisioterapia, Enfermagem e Nutrição.
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