Projeto de pesquisa, UFRN
AVALIAÇÃO DA INSERÇÃO DO TEMA “DIFERENÇAS ENTRE SEXOS E GÊNEROS NA PRÁTICA DOCENTE PARA ALUNOS DE CURSOS DA ÁREA DA SAÚDE
Descrição
No atual momento, a investigação científica na área da saúde dentro de uma perspectiva que contemple sexo e gênero como variáveis de estudo é considerada como agente importante para aumentar o rigor, promover novas descobertas e expandir a relevância da pesquisa biomédica. Mais ainda, é sugerido que os estudos científicos devem utilizar uma metodologia rigorosa e ponderada de modo a melhorar o desenho do estudo de investigação, considerando as implicações para pesquisa básica, clínica e populacional quando a perspectiva tiver o objetivo principal de investigar diferenças entre sexos e gêneros. Em relação à fisiologia e fisiopatologia das doenças, as diferenças entre sexos e gêneros relacionadas ao sistema cardiovascular são em número expressivamente elevado e robustas, observando-se a necessidade de se aprofundar o conhecimento aos mecanismos subjacentes, considerando o potencial para a projeção do desenvolvimento de novos medicamentos, derivados das descobertas de mecanismos mal adaptativos, bem como protetivos, que favoreçam um novo alvo terapêutico, em um dos sexos, ou em ambos. As evidências científicas demonstram também diferenças entre sexos e gênero na incidência de doenças neurológicas, entre elas a doença de Parkinson, doença de Alzheimer e o Acidente Vascular Encefálico. O mesmo é registrado para algumas doenças específicas de origem pulmonar, renal e hepática. Evidências atuais apontam adicionalmente para diferenças no mecanismo de processamento da dor e na resposta do sistema imune entre sexos e gêneros. Diante desta realidade, diferentes iniciativas vêm sendo desenvolvidas na Europa, Estados Unidos e Canadá, no sentido de que a qualidade do currículo possa ser trabalhada em parceria com lideranças nacionais na área de Educação relacionadas às áreas específicas da saúde envolvendo estudantes, clínicos e pesquisadores, utilizando a abordagem baseada em evidências, para promover as descobertas científicas, melhorar a qualidade dos estudos experimentais e possibilitar uma melhoria na igualdade social. Deste modo, identifica-se a necessidade de investigar quanto deste conhecimento novo está disponível para os alunos de graduação da área da saúde no Brasil, iniciando com um estudo localmente que deverá ser expandido para outras universidades dos diferentes estados brasileiros.
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