Projeto de pesquisa, UFPB
Integrando métodos não-invasivos e moleculares para o biomonitoramento de libélulas e peixes
Descrição
Os riachos enfrentam severas ameaças devido a ações antrópicas, como o desmatamento, poluição e construção de barragens, o que torna o monitoramento da biodiversidade essencial para a conservação. Tradicionalmente, esse monitoramento depende da identificação morfológica, método que exige alto esforço amostral e conhecimento taxonômico especializado. Como alternativa, o sequenciamento genético, através do DNA barcoding e do metabarcoding, permite a identificação massiva de espécies. Entretanto, a obtenção de tecidos para extração de DNA é frequentemente letal ou estressante aos indivíduos. Para mitigar esses impactos, surgem abordagens não invasivas ou semi-invasivas. O uso de fezes como fonte de DNA é promissor para o monitoramento genético sem eutanásia; em libélulas (Odonata), este método é estratégico, pois adultos frequentemente defecam ao serem capturados. Outra técnica relevante é o swab (esfregaço cutâneo), que coleta muco e células epiteliais, reduzindo o estresse em animais como peixes. Contudo, ainda há lacunas na literatura sobre a padronização das regiões de amostragem no corpo dos peixes e sobre o uso de fezes para identificar a própria espécie predadora em odonatos. Diante disso, o presente projeto visa reduzir as lacunas sobre a eficiência da coleta de fezes e do uso de swab integrados ao metabarcoding. Os objetivos principais incluem avaliar a eficácia destes métodos na obtenção de DNA em ambiente natural e investigar se fatores como a região do esfregaço e o tipo de tegumento influenciam na concentração de material genético em peixes. Por fim, busca-se validar se essas amostras permitem a amplificação de fragmentos longos e curtos, consolidando o metabarcoding como uma abordagem eficaz e minimamente invasiva para o biomonitoramento em riachos.
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