Projeto de pesquisa, UFPB
Educação em saúde e reconhecimento precoce da endometriose na adolescência: estudo pesquisa-ação em escolas públicas estaduais de João Pessoa-PB
Descrição
A endometriose é uma condição ginecológica crônica, inflamatória e estrogênio-dependente, associada a dor pélvica, dismenorreia, alterações intestinais e urinárias, impacto psicossocial, prejuízos à qualidade de vida e possível associação com infertilidade. Embora seja frequentemente diagnosticada na idade adulta, sinais e sintomas podem estar presentes desde a adolescência, sendo comum a naturalização da dor menstrual intensa e o atraso na busca por atendimento especializado. No contexto escolar, a educação em saúde pode contribuir para ampliar o conhecimento sobre saúde menstrual, favorecer o reconhecimento precoce de sinais de alerta e estimular o cuidado oportuno. Este projeto tem como objetivo avaliar o nível de conhecimento de adolescentes do ensino médio de escolas públicas estaduais de João Pessoa-PB sobre endometriose e saúde menstrual, bem como analisar o efeito de uma intervenção educativa sobre esse conhecimento. Trata-se de estudo quase-experimental, longitudinal, analítico, com delineamento pré e pós-intervenção e componente de pesquisa-ação. A população-alvo será composta por adolescentes matriculadas no ensino médio, prioritariamente estudantes que menstruam, com idade a partir de 14 anos, vinculadas a escolas públicas estaduais selecionadas. A coleta de dados será realizada por meio de questionário sociodemográfico reduzido e instrumento de avaliação do conhecimento sobre endometriose e saúde menstrual, aplicado antes e após ações educativas. A intervenção será desenvolvida por meio de rodas de conversa, exposição dialogada, recursos multimídia, materiais educativos e atividades participativas, com linguagem acessível e adequada ao público adolescente. Os dados serão analisados por estatística descritiva e por testes comparativos entre os momentos pré e pós-intervenção, adotando-se nível de significância de 5%. Espera-se identificar lacunas de conhecimento, produzir subsídios para ações educativas em saúde da mulher e saúde menstrual no ambiente escolar, fortalecer a integração universidade-escola e contribuir para a formação científica do discente de iniciação científica.
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